Alguém ainda tem comadres? Conheceu algumas? Elas eram parte do cotidiano das famílias. Eram respeitadas, ouvidas, esperadas. “Vamos cortar o bolo quando a comadre chegar.” Tinha também as enxeridas, aquelas que sempre sabiam mais ou fariam melhor. Com um detalhe: entre comadres perdoa-se tudo! Mas o principal atributo delas era conversar. Lembro-me de que, quando criança, aoContinuarContinuar lendo “Comadres”
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Estudos Sobre a Escrita
Inicio Sou Maria Elza. Escritora. Auto didata. Tenho formação em Administração, Direito, Ciências Contábeis. Sobre escrever tenho amor e curiosidade. Estudei Redação e Jornalismo pela Escola do Senado. Um curso EAD que me ensinou a formular frases corretamente e ter um bom vocabulário, entre outros conteúdos. Mas bem antes, quando menina entrando na puberdade euContinuarContinuar lendo “Estudos Sobre a Escrita”
Estudos sobre a escrita
Parte I – O que sei sobre escrever Nao ensino regras e nem fórmulas prontas. A escrita criativa começa pelo dom. E este pode se aperfeiçoar, individualizar e ser uma marca sua Tive o desejo de partilhar o que aprendi escrevendo. Ao longo da vida, da leitura, da observação e do silêncio. Aqui, falo deContinuarContinuar lendo “Estudos sobre a escrita”
Estudos sobre a Escrita
Parte II- Ainda sobre a arte da escrita – Escrever e Ler Escrever depende de Inspiração? E esta? Onde e como a buscamos? E mais do que isso, como ver com olhos de escritor, como saber se o que está oculto aos demais, pode ser algo valioso que precisa sair à luz. Como adquirir essaContinuarContinuar lendo “Estudos sobre a Escrita”
Estudos sobre a Escrita.
Parte VI – Como escrever Contos Qual é, afinal, a engrenagem para escrever um bom conto? O que lhe é indispensável? Existem espécies, classificações, escolas? Há técnica, método, arquitetura? Ou apenas sensibilidade? Essas perguntas só passaram a me visitar depois que resolvi estudar escrita criativa. Até então, eu simplesmente escrevia. Escrevia histórias com começo, meioContinuarContinuar lendo “Estudos sobre a Escrita.”
Minha fantasia de carnaval
“Resort com all inclusive,garçons bronzeados, bíceps à mostra, tapa-olho de pirata, buffet internacional e drinks tropicais… Música dos carnavais antigos, marchinhas singelas ou picantes ressoando, sem atrapalhar a conversação… Praia de areia branca, som do vai e vem das ondas… chuveirões e piscinas de borda infinita a poucos passos… Espreguiçadeiras, guarda-sóis, serviços de massagem, banhos de imersão eContinuarContinuar lendo “Minha fantasia de carnaval”
O Grande Passo
Inscrevi-me num curso preparatório para a aposentadoria. Fui mais por curiosidade. E surpreendi-me. Durante as aulas percebi o quanto não estava pronta para sair de cena. Parar de trabalhar. Tornar-me aposentada. Nunca havia pensado no que faria com meus dias livres. Descobri ali que minha identidade era muito mais profissional do que pessoal. Aquilo meContinuarContinuar lendo “O Grande Passo”
Escolhas: Solidão x Solitude x Fastio
A pouco tempo a chamada terceira idade tinha data. Aos sessenta anos nos tornávamos oficialmente idosos. Mas atualmente a sociedade nos acena com uma intensa e firme campanha a favor da fonte de juventude. E nós? Costumamos dizer que seguimos com a mesma garra, a mesma força, a mesma independência… Que somos ainda as mulheresContinuarContinuar lendo “Escolhas: Solidão x Solitude x Fastio”
A Presença
Como assim o prêmio do concurso foi uma viagem a Gumi-si? Onde fica? É cidade, é país? Em que continente? Essas eram as perguntas que eu me fazia, repetidas vezes, enquanto também as dirigia ao agente de viagens que me contactou para dar os parabéns pelo prêmio recebido no concurso de literatura da Livraria Lello,ContinuarContinuar lendo “A Presença”
Independência e Autonomia
Independência e autonomia: se uma acaba, a outra pode continuar. Ninguém gosta de ser subestimado, mas, infelizmente, isso acaba acontecendo com frequência com os mais velhos. Às vezes com a melhor das intenções, os próprios filhos tentam impor limites aos pais quando estes, na verdade, ainda estão longe da necessidade de serem tutelados.Há dois conceitosContinuarContinuar lendo “Independência e Autonomia”
Estudos sobre a Escrita
Parte -V- A efemeridade da crônica A despeito de a crônica possuir a capacidade de criar cumplicidade e, muitas vezes, empatia entre cronista e leitor, não há como negar que, nos tempos atuais, ela se dissolve rapidamente entre os inúmeros e variados assuntos que permeiam diariamente as redes sociais, a televisão e os grupos deContinuarContinuar lendo “Estudos sobre a Escrita”
Estudos sobre a Escrita
Parte III – Inspiração Nós, escritores, vivemos de ideias. São elas que se transformam em inspiração para tudo o que escrevemos: seja um conto, um romance ou uma crônica. Nosso repertório é o mundo. O mundo geográfico e o humano. Da rua suja e esburacada ao cenário magnífico da cidade de Dubai; da criança inocenteContinuarContinuar lendo “Estudos sobre a Escrita”
Estudos Sobre a Escrita
Parte IV – Crônicas e Tipos de Crônicas Crônicas surgem como um recorte da vida, das situações, das perplexidades. Sendo assim elas podem ser classificadas de acordo com o que está sendo mostrado ao leitor. Tipos de Cronicas: academicamente estes são os tipos de crônicas: Crônicas Narrativas, são as que narram um fato com começo,ContinuarContinuar lendo “Estudos Sobre a Escrita”
A Crônica do Encontro
O encontro durou dias, e mesmo assim teve gosto de quero mais… Não teve atrasos, cada um chegou no seu tempo… Tinha tema, mas não script. O comando era a vontade e a alegria em participar. O sorriso feliz de cada participante ao chegar ao local do encontro e mais ainda ao sair, dá aContinuarContinuar lendo “A Crônica do Encontro”
Você!
Cuide-se, Mime-se, Ame-se! Seja o amor da sua vida!
Cansei…
Quero morar no mato. Não por muito tempo… talvez só o suficiente para que passem as especulações de final de ano. Quais? As econômicas, as astrológicas, as políticas, as de tendências de moda, artísticas e até mesmo as da cor para 2026. Acreditam? Essa é realmente nova para mim. E agora está respondida uma perguntaContinuarContinuar lendo “Cansei…”
Por quê as pessoas gritam?
Tenho pavor, trauma e medo de quem grita. O grito, para mim, é quase sempre a antecâmara da violência, do caos anunciado. “A violência seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota“, já disse o filósofo A opressão, a intimidação e o medo, via de regra, começam pela voz antesContinuarContinuar lendo “Por quê as pessoas gritam?”
A Vala
Nota da Autora Este conto nasceu da confluência entre memória e imaginação. A cidade, a vala e seus habitantes não pretendem representar um lugar específico, mas um estado recorrente da experiência humana: o de crescer sentindo-se à margem, mesmo quando se está cercado de afetos e possibilidades. Como toda narrativa que dialoga com o vivido,ContinuarContinuar lendo “A Vala”
Quantos Anos Tenho?
Por José Saramago Tenho os anos em que os sonhos começam trocar carinhos com os dedos e as ilusões se transformam em esperança. Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama louca, ansiosa para se consumir no fogo de uma paixão desejada. E em outras, uma corrente de paz, como um entardecer na praia.ContinuarContinuar lendo “Quantos Anos Tenho?”
Porto Seguro
Porto Seguro dezembro 1998 Uma viagem…um estado de espírito…o fim de uma história Jovem? Maduro? Idoso? Homem? Mulher? Rico? Pobre? Sem distinção, nem medos ou dúvidas, eu te digo: Vá a Porto Seguro! Sente que não viveu ainda a sua juventude? Pensa que está amadurecendo rápido demais? Vá a Porto Seguro! Quer esquecer seus problemas,ContinuarContinuar lendo “Porto Seguro”
Um ouvido novo para uma história velha…
Que atire a primeira pedra quem não passou por isso! Todos nós conhecemos alguém que adora quando perguntam: e aí, tudo bem? Pronto, lá vem a amiga ou amigo traída(o) contar detalhes: como passou a desconfiar, quais sinais ela não percebeu, o quanto acreditou no traste, como foi a certeza, a decisão, o que sofreu,ContinuarContinuar lendo “Um ouvido novo para uma história velha…”
Desejos
(Carlos Drummond de Andrade) “Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bemContinuarContinuar lendo “Desejos”
O Que Perdemos Com o Wi-fi
A tecnologia nos trouxe muitas coisas. Mas o que ela levou embora? Creio que a pergunta poderia ser: as crianças ainda brincam? Acredito que brincam bem menos do que eu, meus irmãos e amigos! Os tempos mudaram. Ninguém mais fica na rua, na frente de casa. As famílias não têm tantos filhos. E com issoContinuarContinuar lendo “O Que Perdemos Com o Wi-fi”
Memórias quentinhas.
Ai que friooo… Mãos enregeladas, dedinhos roxos de frio, boca seca e gretada, olhos lacrimejando… Que frio! O assovio do vento, misturado ao fungar dos narizes, soma-se ao barulho das vozes tagarelas dos valentes meninos e meninas que dobram a esquina correndo, apressados para terminar o percurso ao avistar a grande escola. Entram aos atropelos!ContinuarContinuar lendo “Memórias quentinhas.”
Namoro Fake
Foi amor à primeira vista! Mas aqui já cabe uma dúvida: tem como não ser assim? Pensei, repensei, e concluí que talvez o amor, esse danado, só se instale quando é fulminante. Ou, pelo menos, quando nos parece inevitável. Amor precisa de sujeito. Ele pode ser físico, abstrato, indeterminado, oculto. Pode ser real ou inventado.ContinuarContinuar lendo “Namoro Fake”
Realidade Adversa
Crônica de Maria Elza- ilustração ChatGpt “Da minha infância querida, que os anos não trazem mais…” Sem pressa, sem ódios, sem amor. Como trilha sonora, busco deliberadamente os sons que embalaram as minhas inquietações juvenis. “Maringá, Maringá, depois que tu partistes, tudo aqui ficou tão triste que eu garrei a imaginá…” “Vento que balança asContinuarContinuar lendo “Realidade Adversa”
O Café Esfriou
Sabe aquela música brasileira “Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí”, de Assis Valente? Fez sucesso com Carmem Miranda e depois com tantos outros. Se você a conhece, talvez imagine logo um tipo malandro, cheio de lábia e charme. Mas não era esse o homem que chegou. Douglas tinha boa aparência, vestia-se bem, demonstravaContinuarContinuar lendo “O Café Esfriou”
Me dê um lyke?
As redes sociais dominaram, não há como negar. Se aconteceu, está na rede. Se não estiver, deve ser irrelevante, e nem interessará a ninguém. Em tempos não tão longínquos, eram as redes de televisão e, antes ainda, os jornais e revistas. Os expoentes da comunicação tornavam-se celebridades, a quem conhecíamos pelos nomes. Redatores, colunistas, apresentadoresContinuarContinuar lendo “Me dê um lyke?”
Apolo e Dafne
Artigos / Mitografias publicado em 29 de fevereiro de 2016 Dafne foi o pseudônimo escolhido por mim, quando escrevi os livros Contos da Quarentena I e Contos da Quarentena II. Foi um pensamento instantâneo que me levou a eleger esse nome. Tempos depois eu conheci esta fábula, que trago aqui como uma curiosidade para os leitores dosContinuarContinuar lendo “Apolo e Dafne”
Minhas Histórias – Nova York, Ano de 2018
Parte 1 – Chegada à Cidade que Nunca Dorme Uma viagem a um mundo fascinante e surpreendente. Embora eu já seja prática e legalmente idosa, ainda tenho a imaginação e a curiosidade juvenil. Então, não se surpreenda com os meus encantamentos; deixe-se levar.Nova Iorque é cosmopolita, vibrante, maravilhosa. Finalmente entendi o fascínio que a cidadeContinuarContinuar lendo “Minhas Histórias – Nova York, Ano de 2018”
O Céu e o Inferno
(final infeliz) Conto de Maria Elza É setembro. Sara faz aniversário. Deveria estar em estado de graça. Ter nascido no primeiro mês da primavera sempre mexeu com suas emoções. Sentia-se festiva todos os dias dessa estação. — Sara, o que você quer como tema da sua festa? — Escolha você, mãe, só não se esqueçaContinuarContinuar lendo “O Céu e o Inferno”
Maria – A mãe de Jesus
1- Quando me referi a Maria ( Mãe de Jesus) como minha heroína, falei de forma rápida, só fiz uma referência. Agora quero falar de como ela me toca, de como eu a sinto grande, enorme mesmo, em sua fé e entrega. A imagino em casa, camponesa, filha obediente, mocinha inocente, linda, recatada, vivendo aquelaContinuarContinuar lendo “Maria – A mãe de Jesus”
Manual de Jogos
— Onde você vai, moleque? — Veja como fala comigo! — Vai querer apanhar? — Ah é? E quem vai me bater? Na calçada, os dois se encaravam como galos de rinha. Do outro lado do muro, Dona Adélia estendia roupas no varal. Ouvindo o tom da conversa, escancarou o portão: — Quinzinho, o queContinuarContinuar lendo “Manual de Jogos”
Então é Natal
Faça a conta. Faça a compra. Faça a lista. Afinal, dentro de poucas semanas será Natal. “É apenas mais um”, dirá o jovem. “Talvez seja o último”, pensará o idoso. “Vou ter que gastar meu décimo terceiro”, pensa o pai. Ou a mãe. “O serviço vai dobrar”, lamentam a vendedora, a empregada, o patrão, o carteiro. “Preciso variar eContinuarContinuar lendo “Então é Natal”
O Embrulho
Ilustrado pelo ChatGPT — O que é isso? — Não sei. Tava aqui na mesa de fora. — Quando foi? — Que encontrei? Agorinha, quando vim dá comida pros gatos. — Cê pegou? É pesado? — Não. Já falei, acabei de achá! — De quem será? — Num sei, mas queria sabê o que é.ContinuarContinuar lendo “O Embrulho”
O Bairro Novo
As calçadas são cinzas. Os muros também. Opa! E as casas? Cinzas! E “harmonizam-se” com a cor preta e outros tons da mesma cor… Que moda é essa? Qual o guru da arquitetura moderna foi o precursor dessa escolha? Sigo com o Google Maps aberto, como quem caminha sem saber o caminho, mesmo tendo um mapa naContinuarContinuar lendo “O Bairro Novo”
No Lo Creo Em Brujas…
Óvnis, balões, luzes cortando o céu. Videntes em redes sociais, fazendo lives, marcando hora para podcast. Vivemos num mundo de alta tecnologia, e mesmo assim o sobrenatural ainda sobrevive… — No lo creo en brujas, pero que las hay, las hay — já dizia meu pai. Elas estavam longe do trabalho. Estrada de chão, foraContinuarContinuar lendo “No Lo Creo Em Brujas…”
A Casa do Rio Vermelho
“A comparação envolve confrontar a sua vida, ou um aspecto dela, com a de outra pessoa, procurando pontos de semelhança ou diferença. “ Fui ao Aurelio buscar o sentido correto do que é comparar. Que bom eu ter tido essa preocupação! Fiquei muito feliz com o que eu descobri: não me comparo, não devo me compararContinuarContinuar lendo “A Casa do Rio Vermelho”
Dia de Algodão-Doce
Sobre o mistério de viver com os olhos encantados e o coração desperto. Se o homem , esse ser racional , se apegar apenas ao pensamento e desacreditar dos mistérios e belezas que há no mundo, estará morto, embora vivo. Sonhar, comover-se, sentir-se maravilhado com pequenos ou grandes mistérios, sorrir das delicadezas inesperadas, espantar-se, sentirContinuarContinuar lendo “Dia de Algodão-Doce”
Idade nova
Quem vem aí? Eles, os setenta e três anos. Um novo eu? Não sei, porque ainda me desconheço. Sei como sou agora… Não sou adepta de incógnitas. Preciso de certezas, de verdades. Mas percebo, consciente, que nem sempre elas estão disponíveis. E talvez nunca estejam. Viver nessa dualidade, porém, não é ruim. Ao contrário: dáContinuarContinuar lendo “Idade nova”
Acontece…
Acontece de, às vezes, ela esquecer de beber água… Acontece de refazer o trajeto dentro de casa. Um, dois, três passos tentando lembrar o que ia fazer… Acontece de o nome de um livro fugir, de um autor se esconder num canto da memória. E, entre um esquecimento e outro, ela suspira e diz baixinho:ContinuarContinuar lendo “Acontece…”
Acalento
Ao escrever, eu namoro, flerto, me apaixono. Por quem? Por elas, as palavras. Já perceberam como elas chegam? Afoitas, apressadas, querendo passar à frente umas das outras. Delas, sou fã, parceira e amiga. Pois venham, achem seus lugares, enfeitem, enfeiem, traduzam, confundam. Ahhh, as palavras… Com o seu poder, destroem impérios, apaziguam corações quebrados, animamContinuarContinuar lendo “Acalento”
Enxurrada
Enxurrada Maria Elza G. Gonçalves20.09.2025 A Enxurrada Quem morou em cidades do interior, em tempos idos, vai se lembrar da enxurrada. Do barulho, da intensidade, da cor, do tempo que durava. Hoje, talvez, poucas crianças tenham visto, ou até mesmo ouvido falar dela. Esse fenômeno da natureza não era o evento em si, mas aContinuarContinuar lendo “Enxurrada”
Modo Economia de Energia
Vamos falar de bateria social? Para mim, está cada vez mais difícil não prestar atenção, calibrar, recarregar ou mesmo optar se devo usar essa tal ferramenta. Todos os dias eu percebo o quanto ela está se tornando indispensável e necessária em nossas vidas. Em muitas situações parece existir um desgaste nas relações sociais, talvez peloContinuarContinuar lendo “Modo Economia de Energia”
Reflexões XXVI – Aula diária
Maduro é o “nome” que se dá a quem está entre 40 e 60 anos. Velho/Idoso/Terceira Idade, são os títulos que se dá a quem tem 6O,70, 80, 90. E os anciões?! Sim, os que tem idades entre os 90 e até mesmo acima de 100 anos. Temos anciões, sim! Sabemos dos famosos, mas eContinuarContinuar lendo “Reflexões XXVI – Aula diária”
No Nada, o Tudo!
Costumo rezar sozinha. Não por falta de fé coletiva, mas por necessidade de compreender o sentido da prece: se é pedido, agradecimento ou louvor. Nas igrejas e templos , percebo a oração como um ato comunitário. Já em casa, no silêncio, ela se transforma em diálogo íntimo, sem medo nem pressa. Essa percepção nasceu dosContinuarContinuar lendo “No Nada, o Tudo!”
Sonhos Juvenis
09/08/25 Eu queria amar! Quem manda ficar lendo livros românticos? Não devo culpar os escritores. Não eram heroínas épicas, grandiosas, orgulhosas, princesas. Nem moças descendentes de famílias tradicionais, preparadas para encontrar namorado entre os filhos dos frequentadores das altas rodas, da elite, ou filhos de amigos poderosos como os próprios pais, também. Casamentos entre iguais,ContinuarContinuar lendo “Sonhos Juvenis”
Estou Pobre de Heroínas.
Neste site, onde publicamos crônicas, poemas, contos e reflexões, existe uma aba chamada Autores. Lá está a nossa descrição: quem somos, o que nos qualifica como escritores, nossa formação. Enfim, um retrato resumido de cada um. Tenho filhos, netos, família e amigos. Estudo. Publiquei livros de contos e crônicas, além da minha autobiografia. Tenho três graduações,ContinuarContinuar lendo “Estou Pobre de Heroínas.”
A Troca
Na quietude da noite, em meio ao escuro do quarto, eles iniciam uma conversa.Uns indignados, outros seguros de si, e alguns, incrédulos.Como todos a conhecem, não poderia ser diferente.— Naturalmente, diz o preto, eu megaranto; vou com ela aos mais diversos lugares, do escritório às noitadas, restaurantes e bailes. Comigo ela fica tranquila, sabe queContinuarContinuar lendo “A Troca”
Calendário
E lá vamos nós para mais um daqueles dias “disso” ou “daquilo”, que não conhecíamos, mas que brotam do calendário com a maior certeza. É dia do beijo, dia do abraço, dia do irmão, dia nacional do homem (15 de julho). Há dias que eu aplaudo. Sem trocadilhos. Entendo que são mesmo necessários, que devemContinuarContinuar lendo “Calendário”
Minhas Histórias – Semente, Flor e Fruto
Nossos pais nos educam no dia a dia, no convívio familiar. Na escola aprendemos a ler, ter cultura, cidadania, socializar. É a nossa formação inicial para a vida. Ali iniciamos a formação do caráter que vai definir o adulto que nos tornaremos. Já a literatura, para além do prazer da leitura, atua na sensibilidade, naContinuarContinuar lendo “Minhas Histórias – Semente, Flor e Fruto”
Minhas Histórias – Tempo de Quaresma
Ilustração ChatGPT Há dias venho pensando. Em quê? No tempo, esse estranho tão íntimo de nós. Culpado, amado, detestado. Ele simplesmente é. Nunca, em toda minha vida, me ocupei em entender ou julgar o período de tempo, chamado Quaresma. Não precisava pensar. Vivia-se a Quaresma!Lembro-me da infância… Meu pai, minha mãe, abuelas, tios e primos,ContinuarContinuar lendo “Minhas Histórias – Tempo de Quaresma”
Realidade x Fantasia
Ilustração por ChatGPT A história de um homem que lê romances nos leva a indagar: quais são os limites entre a realidade e a ficção? Sim, porque deve haver esse limite! João tem trabalho, esposa, filhos, contas a pagar, mãe a visitar, futebol aos sábados e todas as minudências que se entrelaçam e constroem oContinuarContinuar lendo “Realidade x Fantasia”
Felícia e a Madrugada
Acordei… Felícia se achegou, ronronando. Olhei o visor do celular e apenas passei a mão nela, a minha gata, amiga e companheira. Ela acordou… Mas, na dúvida se eu também dou minha noite por terminada, não faz nenhuma menção de se levantar. Mas isso é o que ela quer. Assim que eu colocar o péContinuarContinuar lendo “Felícia e a Madrugada”
Existir ou Exibir-se?
Em tempos de redes sociais, todos sabem de tudo. Há os que entendem mais de determinados assuntos e se tornam mentores ou especialistas disso e daquilo; os que vendem cursos, os que criam clubes de assinaturas para seguidores fiéis, os novos ricos ensinando como ser um “farialimers”, os ricos tradicionais mostrando a arte de seContinuarContinuar lendo “Existir ou Exibir-se?”
1ª Viagem
Rio de Janeiro Crônica de Maria Elza Quando menina, sonhava em conhecer o mundo. Ao olhar o horizonte, sentia vontade de alcançar o que houvesse atrás daquela linha: um país, um planeta, um destino onde eu colocara minha alma e os sonhos de felicidade. Muitas vezes atravessei, em pensamento, as fronteiras das minhas próprias fantasias.ContinuarContinuar lendo “1ª Viagem”
Minhas Histórias – Minha Família
A trajetória da minha vida teve como principal característica a família e o senso familiar. Minha origem, ancestralidade e descendência foram e são os maiores valores que eu tenho. Contar as historias, lembrar datas, costumes e vivências para ultrapassar gerações! Estes são os meus filhos e suas famílias. Que Deus os abençoe, como me abençoouContinuarContinuar lendo “Minhas Histórias – Minha Família”
Após a Tempestade
Um raio seguido do ribombar de um trovão iluminou o entardecer por vários segundos. As frestas das janelas batiam, o vento zunia, a água da chuva caía forte jorrando com grande estardalhaço nas calhas de contenção, sobre a marquise do prédio. Paula acordou com o barulho do temporal. Custou a situar-se no tempo e noContinuarContinuar lendo “Após a Tempestade”
É a vida!
É a vida! 🗓️ Publicado originalmente em 10/03/2023 D. Neuza conta a sua história e dá risada. A Beth acompanha com os olhos e de vez em quando esboça um sorriso. É evidente em sua face a admiração que tem pela irmã. As outras mulheres que estão nessa roda são de idades iguais ou próximas aContinuarContinuar lendo “É a vida!”
Aquela noite
18/04/2023 A noite estava chegando e trouxe consigo um ar estranho. Nada era como sempre foi. Não íamos sentar em nosso banco para o recreio diário. Todos dentro de casa, jantar cedo e ir deitar. Como se houvesse algo oculto. — Mas já? — Sim. E quietinhos, sem uma conversa. Vou levar a lamparina. NãoContinuarContinuar lendo “Aquela noite”
Minhas Histórias – Crônica para meu neto
Crônica para o meu neto. Eu tenho um neto que me mostrou a força que eu não sabia que tinha… Nasceu com um problema de saúde. A princípio me assustou… Mas depois me fortaleceu. E essa força não era física… Era inexplicável… Era a força do instinto, um instinto que não é o materno, UmContinuarContinuar lendo “Minhas Histórias – Crônica para meu neto”
Terceira Idade I – Família e Cuidadores
📅 Publicado originalmente em 20 de dezembro de 2022
Terceira Idade II – Comportamentos
Terceira Idade III – Cuidados com a pressão arterial
Terceira Idade IV – Sonhe
Sonhar não envelhece! Enquanto estivermos vivos temos poder sobre os nossos sonhos! Se usarmos a sabedoria, a calma e respeito temos a chance de recebermos de volta o que merecemos!
Terceira Idade V – Você tem um hobby?
Terceira Idade VI – Não somos formigas!
Terceira Idade VII – Viaje nas memórias boas.
Maria Elza🌷
Live sobre 3ª idade
O Peralta
Meu cachorro Mussum Peralta ( Crônica) Quando ele chegou era daqueles que não escondiam a origem. Nunca nos enganou. Quando falo assim no plural é por força de expressão, porque eu mesma não me envolvia com essa área. Não tinha tempo, nem interesse e nem paciência. Mas não havia como ignorá-lo. Era muito intrometido, andavaContinuarContinuar lendo “O Peralta”
Reflexões I – Cuidado x Impaciência
Maria Elza🌷
Reflexões II – Visita ao Médico
Ânimo Maria Elza🌷
Reflexões III – Preguiça de Socializar
Preguiça e Desânimo
Reflexões IV – Estou encolhendo?
Idade x Altura
Tatiane
(Conto invertido: Antes do Baile Verde de Ligia Fagundes Telles)! Morro. Só pode ser ela aqui neste quarto. Sinto seu hálito gelado e, em vez de frio, meu corpo derrete-se em suor. Tenho febre. É uma sensação estranha, um tremor interno… A morte está aqui, à espreita, eu sinto. Tatiana já esteve aqui… olhou-me. ComoContinuarContinuar lendo “Tatiane”
Colcha de Retalhos
Tantos eram os seus papéis! Esposa, mãe, sogra, nora, professora, chefe de família, amiga e mentora de todos ali daquele pedaço de mundo. Um povoado onde o desenvolvimento não chegara, a lida nas lavouras eram rudimentares, não haviam escolas e nem médicos ou hospitais. Onde a vida resumia-se em existir e seguir pelo nascerContinuarContinuar lendo “Colcha de Retalhos”
Pedido Negado
Diana recusou o pedido de casamento. O seu “não” quase foi gritado, de tão firme. – Como ela teve coragem? – Lara fala baixinho. – Cara, ele saiu vermelho e com um jeito de quem estava prestes a chorar. – Não exagera, Paulo – diz Eduarda. – Será que ela marcou com ele aqui? NoContinuarContinuar lendo “Pedido Negado”
A Vó de Maria
Maria sabe que não é tempo de vacas gordas. Sabe por saber; ninguém precisa avisar. Basta olhar a manhã: o café é pouco, o copo é leve, o pão é quase um sussurro. Mas Maria descobriu uma palavra nova. Frugal. E achou tão bonita que a repete em silêncio, como quem guarda um tesouro dentroContinuarContinuar lendo “A Vó de Maria”
Capitu Moderninha
(Conto Invertido – Personagens de Dom Casmurro) Capitu bem cedo sabia o que queria. Ela almejava conhecer o amor, viajar pelo mundo, viver intensamente. Ahhh, mas filha única como era não seria assim tão fácil esses seus quereres todos. Ela tinha mãe e pai conservadores. Que também tinham seus sonhos! Não que Capitu terminasse oContinuarContinuar lendo “Capitu Moderninha”
Meu Príncipe
(Conto baseado em uma cena do filme Uma Linda Mulher) Adriana, Lidia e Sonia são amigas inseparáveis. Desde a escola primária, vivem grudadas umas nas outras. – Adriana, pede pra sua mãe deixar você dormir sábado aqui em casa? — Mas e a Lídia? — Ela já confirmou. A avó dela deixou. — Tá bom,ContinuarContinuar lendo “Meu Príncipe”
A Casa do BBB
Sonho em entrar no BBB. E já me inscrevi, fui entrevistada, a emissora local me deu apoio, fiz o vídeo. Achei que seria chamada. Mas não fui. Ainda! O BBB existe há 21 anos. Estou ficando velha. Desde os 30 anos eu quero ir. Sei o quanto eu ia ser muito querida pelos colegas eContinuarContinuar lendo “A Casa do BBB”
Piscinas Vazias
Que tristeza me dá ver as piscinas vazias! Não, elas não são sem águas. São piscinas sem gente! Sem jovens, sem crianças, sem adultos.Sem risadas, sem nada e nem ninguém! Porque fico triste? Elas estão ali confiadas aos seus cuidadores e estes limpam, filtram, colocam os produtos , e lentamente vão retirando as folhas secasContinuarContinuar lendo “Piscinas Vazias”
Olha o Passarinho
As crianças na década de setenta tiveram um ou mais de um, com certeza! Pode ter sido colorido e grande. Pode ter sido retângulo pequeno em preto e branco. Não era barato. Nem era comum. Era uma oportunidade surgida lá de vez em quando. E quando era de carneiro? Um acontecimento! Vinha o retratista comContinuarContinuar lendo “Olha o Passarinho”
Traga o Mate
Linhas coloridas, brancas, carretéis com formato de cones. Tesouras que faziam roc, roc ao deslizar nos tecidos mais encorpados, obedecendo o trajeto comandado por aquelas mãos já calejadas. No chão, caixas para juntar as arestas e retalhos, que ao fim do dia seriam separados para uso futuro ou descartados, como as bandeirolas multicoloridas ao fimContinuarContinuar lendo “Traga o Mate”
Sonhos
As colinas faziam parte dos dois sonhos. Na verdade, não eram propriamente colinas. Havia longos trechos planos, algumas pedras ou rochas que formavam os aclives, e novamente a planície. O proprietário da primeira casa escolhera a parte plana ao fundo do terreno para construir o casarão. Sendo assim, havia uma alameda em suave relevo queContinuarContinuar lendo “Sonhos”
A Garota e Avó e as Estrelas
— Vovó, olha como o céu tem muitas estrelas hoje!— Oi?— O céu, vó! Tá cheinho de estrelas. Tô com medo!— Medo? Medo de quê, Anita?— Medo de você, ou a mamãe, ou o Pedrinho virar estrela e ir morar no céu.— Anita, de onde você tirou isso?— Ah, vó, eu sei que quando asContinuarContinuar lendo “A Garota e Avó e as Estrelas”
Um Viva aos Dezessete!
Vinham todos juntos. Moravam para o mesmo lado e estudavam na mesma escola. O grupo era composto de oito adolescentes. Cidade do interior é assim. Vizinhos são colegas, amigos são vizinhos. Mãe é comadre de outra mãe, pais trabalham na mesma companhia, a vida é coletiva. Mas o grupo não era homogêneo. Havia os sub-grupos,ContinuarContinuar lendo “Um Viva aos Dezessete!”
Nelson às Avessas
— Oi, vai desocupar? — A vaga? Sim, só um minutinho. Logo chega um garotinho e entra no carro de Diana. O carro do rapaz estava com o pisca alerta ligado, ele afasta-se um pouco para que ela possa sair. Ela dá um tchauzinho e arranca com o carro. Não sem antes olhar pelo retrovisorContinuarContinuar lendo “Nelson às Avessas”
A Loira Do Banheiro
— Alguma coisa deve ter acontecido com ela no banheiro. — Seria no banheiro de casa? Ou no da escola? Talvez no banheiro de uma estação de ônibus. E se era passageira e não olhou o número do próprio ônibus antes de entrar no banheiro? Na estação, ficam dez ônibus com motoristas impacientes apressandoContinuarContinuar lendo “A Loira Do Banheiro”
O Trajeto
Cansada, tarde da noite a moça atravessa a pé um triângulo de ruas, para finalmente chegar à avenida onde passam os coletivos. Ela sabe que não deveria fazer esse trajeto, mas só de pensar em aguardar quarenta minutos por outra condução para chegar ao mesmo ponto, lhe dá o impulso necessário para, mesmo que deContinuarContinuar lendo “O Trajeto”
Medo
Luiz descia a rua assoviando. Mais uma quadra e meia chegaria em sua casa. O bairro era escuro, poucos postes de iluminação, o dia ainda no lusco-fusco do alvorecer. Ele era porteiro de um hospital e estava vindo de seu plantão noturno. Antes da esquina onde morava, Luiz passou em frente ao que fora umaContinuarContinuar lendo “Medo”
Domingo
Sol quente, areia queimando os pés, algazarra, sucos, cervejas, caranguejos sendo quebrados, socados com um martelinho de madeira, numa busca frenética pela carne branca e rija dos crustáceos. Na mesa, umas oito pessoas falavam e riam. Era uma alegre e típica família que viera aproveitar um domingo na praia. “Queijo coalho” ouviam-se ao longe os gritos dos vendedores que caminhavam pela areia comContinuarContinuar lendo “Domingo”
Paixonite
Seu Alberto era um homem bonito. De barba cerrada, bem feita, um cheiro bom de lavanda. Manco de uma perna, distraído ia e vinha do serviço a pé. Seu sapato adaptado lhe dava um caminhar seguro, apesar da diferença de tamanho entre suas pernas. Naquele bairro trabalhadores e alunos saiam cedo para o expedienteContinuarContinuar lendo “Paixonite”
O Estrangeiro
Um estranho. Para as pessoas distraídas, apressadas, pensativas, envolvidas em seus pensamentos ou problemas, em que mudar a marcha do carro vem a ser um ato automático, o rapaz parado ali naquele cruzamento praticamente não existia ou era apenas isso: a figura de um estranho. Nem sequer era olhado pelo retrovisor ao ficar para trás.ContinuarContinuar lendo “O Estrangeiro”
O Casarão
O trem, aos poucos, foi diminuindo a marcha; o barulho das rodas de ferro misturava-se ao chiado dos freios… Adélia acordou as crianças, um menino de cinco anos e a garotinha de dois anos. Paulo, seu marido, pegou as malas, sacolas, e a bicicleta do vagão de carga. Quando o trem parou as pessoas desceram,ContinuarContinuar lendo “O Casarão”
Reflexões V – Frases Motivacionais
Minhas histórias – Socorro Tia!
Eu a considerava uma idosa. Mas ela era apenas uma mulher sozinha. Nas famílias antigas era muito comum acontecer isso. A moça que não se casava ficava na família, à disposição de quem precisasse dela. Só hoje eu tenho esse olhar, esse entendimento. À época eu olhava a necessidade que eu tinha dela, o quantoContinuarContinuar lendo “Minhas histórias – Socorro Tia!”
Minhas Histórias / Lembranças e Saudades Jardim-MS II
Em início de 1967 eu cursava o terceiro ano ginasial e faria 15 anos em outubro daquele ano. Aos rapazes ( meus irmãos), a vida oferecia um futuro delineado no que os aguardava como serviço militar obrigatório, mas que no fundo era uma boa possibilidade de aprenderem uma profissão, engajarem na vida militar, ou mudaremContinuarContinuar lendo “Minhas Histórias / Lembranças e Saudades Jardim-MS II”
Reflexões VI – Não me aborreçam!
1 – Nossa Idade Nossa idade está na moda. Todos falam muito dela. A tal Terceira Idade. Vocês que são meus amigos sabem como eu sou, não é? Ora uma doçura de pessoa, ora mordaz e rápida em minhas respostas. Mas estou sempre e cada vez mais exercitando sentimentos nobres, paciência benfazeja e tolerância sincera.ContinuarContinuar lendo “Reflexões VI – Não me aborreçam!”
– Domingo de Páscoa 04/04/21
Lembro-me da minha infância. Só lembranças boas. Que felicidade é ser criança, a alegria genuína, não a alegria de ter alguma coisa. É alegria de ser! E o que eu era? Uma garota entre vários irmãos, primos, tias e tios, uma avó que era cuidada como se fosse uma relíquia, um pai amoroso e umaContinuarContinuar lendo “– Domingo de Páscoa 04/04/21”
