Independência e autonomia: se uma acaba, a outra pode continuar.
Ninguém gosta de ser subestimado, mas, infelizmente, isso acaba acontecendo com frequência com os mais velhos. Às vezes com a melhor das intenções, os próprios filhos tentam impor limites aos pais quando estes, na verdade, ainda estão longe da necessidade de serem tutelados
Há dois conceitos em gerontologia que são da maior importância para todos que se relacionam com pessoas idosas: independência e autonomia. Independência é a capacidade de realizar atividades cotidianas sem auxílio: vestir-se, tomar banho etc. Autonomia refere-se à capacidade de gerir a própria vida e tomar decisões. Significa VIVER de acordo com seus DESEJOS e suas PRÓPRIAS REGRAS.
Cognição, ou seja, a capacidade mental de compreender e resolver os problemas do cotidiano, é a chave de tudo.
Portanto, estejamos atentos, tanto por nós, como com as pessoas do nosso convívio e grupo familiar: se uma pessoa sofrer um AVC e perder parte dos seus movimentos, ela pode ter sua independência comprometida parcialmente. Pode precisar de auxílio para tomar banhos, pentear-se, e demais questões cotidianas.
Mas isso não significa que perdeu sua autonomia e suas decisões devam ser cerceadas. É muito importante que familiares e cuidadores respeitem essa regra.
Mariza Tavares: blog G1, autora dos livros Menopausa e A vida depois dos 60