Mais um personagem de Nelson Rodrigues. A mulher e seu desejo. Sem mistérios. Apenas sentido, escolhido e decidido. Não esperando o amanhã…
Arquivos da categoria: Meus Contos
Quem é ela?
Dualidade…quem é ela? Um espirito jovem ou um corpo maduro, que insiste em não se ver …Esse é o dilema de João
Nelson às Avessas
Luxúria, fantasias, traição.
Os dilemas de uma mulher casada.
E você… o que faria?
Se jogaria como uma personagem de Nelson Rodrigues
ou se viraria do avesso para continuar sendo quem é?
Versões de um Quase.
Amor juvenil. Inseguranças, ciúmes, posses. Viaje na historia desses jovens e lembre-se da sua juventude…
Amor de Mentira
Falou que me amava por oito longos anos. Não, não era 1° de abril. Carlos chegou de repente, transferido de outra cidade. — Pessoal, este é o novo funcionário que estávamos esperando. Veio para somar com o nosso time. Todos deram boas-vindas. A reunião rapidamente se tornou informal, a equipe confraternizando com o novo colega,ContinuarContinuar lendo “Amor de Mentira”
A Vala
Nota da Autora Este conto nasceu da confluência entre memória e imaginação. A cidade, a vala e seus habitantes não pretendem representar um lugar específico, mas um estado recorrente da experiência humana: o de crescer sentindo-se à margem, mesmo quando se está cercado de afetos e possibilidades. Como toda narrativa que dialoga com o vivido,ContinuarContinuar lendo “A Vala”
O Café Esfriou
Sabe aquela música brasileira “Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí”, de Assis Valente? Fez sucesso com Carmem Miranda e depois com tantos outros. Se você a conhece, talvez imagine logo um tipo malandro, cheio de lábia e charme. Mas não era esse o homem que chegou. Douglas tinha boa aparência, vestia-se bem, demonstravaContinuarContinuar lendo “O Café Esfriou”
O Céu e o Inferno
(final infeliz) Conto de Maria Elza É setembro. Sara faz aniversário. Deveria estar em estado de graça. Ter nascido no primeiro mês da primavera sempre mexeu com suas emoções. Sentia-se festiva todos os dias dessa estação. — Sara, o que você quer como tema da sua festa? — Escolha você, mãe, só não se esqueçaContinuarContinuar lendo “O Céu e o Inferno”
No Lo Creo Em Brujas…
Óvnis, balões, luzes cortando o céu. Videntes em redes sociais, fazendo lives, marcando hora para podcast. Vivemos num mundo de alta tecnologia, e mesmo assim o sobrenatural ainda sobrevive… — No lo creo en brujas, pero que las hay, las hay — já dizia meu pai. Elas estavam longe do trabalho. Estrada de chão, foraContinuarContinuar lendo “No Lo Creo Em Brujas…”
Realidade x Fantasia
Ilustração por ChatGPT A história de um homem que lê romances nos leva a indagar: quais são os limites entre a realidade e a ficção? Sim, porque deve haver esse limite! João tem trabalho, esposa, filhos, contas a pagar, mãe a visitar, futebol aos sábados e todas as minudências que se entrelaçam e constroem oContinuarContinuar lendo “Realidade x Fantasia”
Após a Tempestade
Um raio seguido do ribombar de um trovão iluminou o entardecer por vários segundos. As frestas das janelas batiam, o vento zunia, a água da chuva caía forte jorrando com grande estardalhaço nas calhas de contenção, sobre a marquise do prédio. Paula acordou com o barulho do temporal. Custou a situar-se no tempo e noContinuarContinuar lendo “Após a Tempestade”
É a vida!
É a vida! 🗓️ Publicado originalmente em 10/03/2023 D. Neuza conta a sua história e dá risada. A Beth acompanha com os olhos e de vez em quando esboça um sorriso. É evidente em sua face a admiração que tem pela irmã. As outras mulheres que estão nessa roda são de idades iguais ou próximas aContinuarContinuar lendo “É a vida!”
Aquela noite
18/04/2023 A noite estava chegando e trouxe consigo um ar estranho. Nada era como sempre foi. Não íamos sentar em nosso banco para o recreio diário. Todos dentro de casa, jantar cedo e ir deitar. Como se houvesse algo oculto. — Mas já? — Sim. E quietinhos, sem uma conversa. Vou levar a lamparina. NãoContinuarContinuar lendo “Aquela noite”
Colcha de Retalhos
Tantos eram os seus papéis! Esposa, mãe, sogra, nora, professora, chefe de família, amiga e mentora de todos ali daquele pedaço de mundo. Um povoado onde o desenvolvimento não chegara, a lida nas lavouras eram rudimentares, não haviam escolas e nem médicos ou hospitais. Onde a vida resumia-se em existir e seguir pelo nascerContinuarContinuar lendo “Colcha de Retalhos”
Pedido Negado
Diana recusou o pedido de casamento. O seu “não” quase foi gritado, de tão firme. – Como ela teve coragem? – Lara fala baixinho. – Cara, ele saiu vermelho e com um jeito de quem estava prestes a chorar. – Não exagera, Paulo – diz Eduarda. – Será que ela marcou com ele aqui? NoContinuarContinuar lendo “Pedido Negado”
Meu Príncipe
(Conto baseado em uma cena do filme Uma Linda Mulher) Adriana, Lidia e Sonia são amigas inseparáveis. Desde a escola primária, vivem grudadas umas nas outras. – Adriana, pede pra sua mãe deixar você dormir sábado aqui em casa? — Mas e a Lídia? — Ela já confirmou. A avó dela deixou. — Tá bom,ContinuarContinuar lendo “Meu Príncipe”
A Casa do BBB
Sonho em entrar no BBB. E já me inscrevi, fui entrevistada, a emissora local me deu apoio, fiz o vídeo. Achei que seria chamada. Mas não fui. Ainda! O BBB existe há 21 anos. Estou ficando velha. Desde os 30 anos eu quero ir. Sei o quanto eu ia ser muito querida pelos colegas eContinuarContinuar lendo “A Casa do BBB”
Traga o Mate
Linhas coloridas, brancas, carretéis com formato de cones. Tesouras que faziam roc, roc ao deslizar nos tecidos mais encorpados, obedecendo o trajeto comandado por aquelas mãos já calejadas. No chão, caixas para juntar as arestas e retalhos, que ao fim do dia seriam separados para uso futuro ou descartados, como as bandeirolas multicoloridas ao fimContinuarContinuar lendo “Traga o Mate”
Sonhos
As colinas faziam parte dos dois sonhos. Na verdade, não eram propriamente colinas. Havia longos trechos planos, algumas pedras ou rochas que formavam os aclives, e novamente a planície. O proprietário da primeira casa escolhera a parte plana ao fundo do terreno para construir o casarão. Sendo assim, havia uma alameda em suave relevo queContinuarContinuar lendo “Sonhos”
A Garota e Avó e as Estrelas
— Vovó, olha como o céu tem muitas estrelas hoje!— Oi?— O céu, vó! Tá cheinho de estrelas. Tô com medo!— Medo? Medo de quê, Anita?— Medo de você, ou a mamãe, ou o Pedrinho virar estrela e ir morar no céu.— Anita, de onde você tirou isso?— Ah, vó, eu sei que quando asContinuarContinuar lendo “A Garota e Avó e as Estrelas”
Medo
Luiz descia a rua assoviando. Mais uma quadra e meia chegaria em sua casa. O bairro era escuro, poucos postes de iluminação, o dia ainda no lusco-fusco do alvorecer. Ele era porteiro de um hospital e estava vindo de seu plantão noturno. Antes da esquina onde morava, Luiz passou em frente ao que fora umaContinuarContinuar lendo “Medo”
O Estrangeiro
Um estranho. Para as pessoas distraídas, apressadas, pensativas, envolvidas em seus pensamentos ou problemas, em que mudar a marcha do carro vem a ser um ato automático, o rapaz parado ali naquele cruzamento praticamente não existia ou era apenas isso: a figura de um estranho. Nem sequer era olhado pelo retrovisor ao ficar para trás.ContinuarContinuar lendo “O Estrangeiro”
O Casarão
O trem, aos poucos, foi diminuindo a marcha; o barulho das rodas de ferro misturava-se ao chiado dos freios… Adélia acordou as crianças, um menino de cinco anos e a garotinha de dois anos. Paulo, seu marido, pegou as malas, sacolas, e a bicicleta do vagão de carga. Quando o trem parou as pessoas desceram,ContinuarContinuar lendo “O Casarão”