Como assim o prêmio do concurso foi uma viagem a Gumi-si? Onde fica? É cidade, é país? Em que continente? Essas eram as perguntas que eu me fazia, repetidas vezes, enquanto também as dirigia ao agente de viagens que me contactou para dar os parabéns pelo prêmio recebido no concurso de literatura da Livraria Lello,ContinuarContinuar lendo “A Presença”
Arquivos da categoria: Literatura
A efemeridade da crônica
A despeito de a crônica possuir a capacidade de criar cumplicidade e, muitas vezes, empatia entre cronista e leitor, não há como negar que, nos tempos atuais, ela se dissolve rapidamente entre os inúmeros e variados assuntos que permeiam diariamente as redes sociais, a televisão e os grupos de WhatsApp. Esse cenário impõe um desafioContinuarContinuar lendo “A efemeridade da crônica”
Inspiração
Nós, escritores, vivemos de ideias. São elas que se transformam em inspiração para tudo o que escrevemos: seja um conto, um romance ou uma crônica. Nosso repertório é o mundo. O mundo geográfico e o humano. Da rua suja e esburacada ao cenário magnífico da cidade de Dubai; da criança inocente ao homem que espancaContinuarContinuar lendo “Inspiração”
Estudos
Esta aba não nasceu para ensinar regras, nem para oferecer fórmulas prontas de escrita criativa. Nasceu do desejo de partilhar o que aprendi escrevendo — ao longo da vida, da leitura, da observação e do silêncio. Aqui, falo de escrita ao meu modo: de forma simples, coloquial, sem pretensão acadêmica e sem a rigidez dosContinuarContinuar lendo “Estudos”
Tipos de Crônicas
Tipos de Cronicas: academicamente estes são os tipos de crônicas: Crônicas Narrativas: Descrição: Relata uma história com começo, meio e fim. … Crônica Descritiva: … Crônica Reflexiva: … Crônica Humorística: … Crônica Lírica: … Crônica de Opinião: … Crônica Social: Usa-se também outras expressões, como: crônica do cotidiano, crônica biográfica. Geralmente a crônica traz ironia,ContinuarContinuar lendo “Tipos de Crônicas”
A Crônica do Encontro
O encontro durou dias, e mesmo assim teve gosto de quero mais… Não teve atrasos, cada um chegou no seu tempo… Tinha tema, mas não script. O comando era a vontade e a alegria em participar. O sorriso feliz de cada participante ao chegar ao local do encontro e mais ainda ao sair, dá aContinuarContinuar lendo “A Crônica do Encontro”
Cansei…
Quero morar no mato. Não por muito tempo… talvez só o suficiente para que passem as especulações de final de ano. Quais? As econômicas, as astrológicas, as políticas, as de tendências de moda, artísticas e até mesmo as da cor para 2026. Acreditam? Essa é realmente nova para mim. E agora está respondida uma perguntaContinuarContinuar lendo “Cansei…”
Por quê as pessoas gritam?
Tenho pavor, trauma e medo de quem grita. O grito, para mim, é quase sempre a antecâmara da violência, do caos anunciado. “A violência seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota“, já disse o filósofo A opressão, a intimidação e o medo, via de regra, começam pela voz antesContinuarContinuar lendo “Por quê as pessoas gritam?”
A Vala
Nota da Autora Este conto nasceu da confluência entre memória e imaginação. A cidade, a vala e seus habitantes não pretendem representar um lugar específico, mas um estado recorrente da experiência humana: o de crescer sentindo-se à margem, mesmo quando se está cercado de afetos e possibilidades. Como toda narrativa que dialoga com o vivido,ContinuarContinuar lendo “A Vala”
Quantos Anos Tenho?
Por José Saramago Tenho os anos em que os sonhos começam trocar carinhos com os dedos e as ilusões se transformam em esperança. Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama louca, ansiosa para se consumir no fogo de uma paixão desejada. E em outras, uma corrente de paz, como um entardecer na praia.ContinuarContinuar lendo “Quantos Anos Tenho?”
Porto Seguro
Porto Seguro dezembro 1998 Uma viagem…um estado de espírito…o fim de uma história Jovem? Maduro? Idoso? Homem? Mulher? Rico? Pobre? Sem distinção, nem medos ou dúvidas, eu te digo: Vá a Porto Seguro! Sente que não viveu ainda a sua juventude? Pensa que está amadurecendo rápido demais? Vá a Porto Seguro! Quer esquecer seus problemas,ContinuarContinuar lendo “Porto Seguro”
Um ouvido novo para uma história velha…
Que atire a primeira pedra quem não passou por isso! Todos nós conhecemos alguém que adora quando perguntam: e aí, tudo bem? Pronto, lá vem a amiga ou amigo traída(o) contar detalhes: como passou a desconfiar, quais sinais ela não percebeu, o quanto acreditou no traste, como foi a certeza, a decisão, o que sofreu,ContinuarContinuar lendo “Um ouvido novo para uma história velha…”
Desejos
(Carlos Drummond de Andrade) “Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bemContinuarContinuar lendo “Desejos”
O Que Perdemos Com o Wi-fi
A tecnologia nos trouxe muitas coisas. Mas o que ela levou embora? Creio que a pergunta poderia ser: as crianças ainda brincam? Acredito que brincam bem menos do que eu, meus irmãos e amigos! Os tempos mudaram. Ninguém mais fica na rua, na frente de casa. As famílias não têm tantos filhos. E com issoContinuarContinuar lendo “O Que Perdemos Com o Wi-fi”
Namoro Fake
Foi amor à primeira vista! Mas aqui já cabe uma dúvida: tem como não ser assim? Pensei, repensei, e concluí que talvez o amor, esse danado, só se instale quando é fulminante. Ou, pelo menos, quando nos parece inevitável. Amor precisa de sujeito. Ele pode ser físico, abstrato, indeterminado, oculto. Pode ser real ou inventado.ContinuarContinuar lendo “Namoro Fake”
Realidade Adversa
Crônica de Maria Elza- ilustração ChatGpt “Da minha infância querida, que os anos não trazem mais…” Sem pressa, sem ódios, sem amor. Como trilha sonora, busco deliberadamente os sons que embalaram as minhas inquietações juvenis. “Maringá, Maringá, depois que tu partistes, tudo aqui ficou tão triste que eu garrei a imaginá…” “Vento que balança asContinuarContinuar lendo “Realidade Adversa”
O Café Já Esfriou
Sabe aquela música brasileira “Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí”, de Assis Valente? Fez sucesso com Carmem Miranda e depois com tantos outros. Se você a conhece, talvez imagine logo um tipo malandro, cheio de lábia e charme. Mas não era esse o homem que chegou. Douglas tinha boa aparência, vestia-se bem, demonstravaContinuarContinuar lendo “O Café Já Esfriou”
Me dê um lyke?
As redes sociais dominaram, não há como negar. Se aconteceu, está na rede. Se não estiver, deve ser irrelevante, e nem interessará a ninguém. Em tempos não tão longínquos, eram as redes de televisão e, antes ainda, os jornais e revistas. Os expoentes da comunicação tornavam-se celebridades, a quem conhecíamos pelos nomes. Redatores, colunistas, apresentadoresContinuarContinuar lendo “Me dê um lyke?”
Apolo e Dafne
Artigos / Mitografias publicado em 29 de fevereiro de 2016 Dafne foi o pseudônimo escolhido por mim, quando escrevi os livros Contos da Quarentena I e Contos da Quarentena II. Foi um pensamento instantâneo que me levou a eleger esse nome. Tempos depois eu conheci esta fábula, que trago aqui como uma curiosidade para os leitores dosContinuarContinuar lendo “Apolo e Dafne”
O Céu e o Inferno
(final infeliz) Conto de Maria Elza É setembro. Sara faz aniversário. Deveria estar em estado de graça. Ter nascido no primeiro mês da primavera sempre mexeu com suas emoções. Sentia-se festiva todos os dias dessa estação. — Sara, o que você quer como tema da sua festa? — Escolha você, mãe, só não se esqueçaContinuarContinuar lendo “O Céu e o Inferno”
Maria – A mãe de Jesus
1- Quando me referi a Maria ( Mãe de Jesus) como minha heroína, falei de forma rápida, só fiz uma referência. Agora quero falar de como ela me toca, de como eu a sinto grande, enorme mesmo, em sua fé e entrega. A imagino em casa, camponesa, filha obediente, mocinha inocente, linda, recatada, vivendo aquelaContinuarContinuar lendo “Maria – A mãe de Jesus”
Manual de Jogos
— Onde você vai, moleque? — Veja como fala comigo! — Vai querer apanhar? — Ah é? E quem vai me bater? Na calçada, os dois se encaravam como galos de rinha. Do outro lado do muro, Dona Adélia estendia roupas no varal. Ouvindo o tom da conversa, escancarou o portão: — Quinzinho, o queContinuarContinuar lendo “Manual de Jogos”
Então é Natal
Faça a conta. Faça a compra. Faça a lista. Afinal, dentro de poucas semanas será Natal. “É apenas mais um”, dirá o jovem. “Talvez seja o último”, pensará o idoso. “Vou ter que gastar meu décimo terceiro”, pensa o pai. Ou a mãe. “O serviço vai dobrar”, lamentam a vendedora, a empregada, o patrão, o carteiro. “Preciso variar eContinuarContinuar lendo “Então é Natal”
O Embrulho
Ilustrado pelo ChatGPT — O que é isso? — Não sei. Tava aqui na mesa de fora. — Quando foi? — Que encontrei? Agorinha, quando vim dá comida pros gatos. — Cê pegou? É pesado? — Não. Já falei, acabei de achá! — De quem será? — Num sei, mas queria sabê o que é.ContinuarContinuar lendo “O Embrulho”
O Bairro Novo
As calçadas são cinzas. Os muros também. Opa! E as casas? Cinzas! E “harmonizam-se” com a cor preta e outros tons da mesma cor… Que moda é essa? Qual o guru da arquitetura moderna foi o precursor dessa escolha? Sigo com o Google Maps aberto, como quem caminha sem saber o caminho, mesmo tendo um mapa naContinuarContinuar lendo “O Bairro Novo”
No Lo Creo Em Brujas…
Óvnis, balões, luzes cortando o céu. Videntes em redes sociais, fazendo lives, marcando hora para podcast. Vivemos num mundo de alta tecnologia, e mesmo assim o sobrenatural ainda sobrevive… — No lo creo en brujas, pero que las hay, las hay — já dizia meu pai. Elas estavam longe do trabalho. Estrada de chão, foraContinuarContinuar lendo “No Lo Creo Em Brujas…”
Acontece…
Acontece de, às vezes, ela esquecer de beber água… Acontece de refazer o trajeto dentro de casa. Um, dois, três passos tentando lembrar o que ia fazer… Acontece de o nome de um livro fugir, de um autor se esconder num canto da memória. E, entre um esquecimento e outro, ela suspira e diz baixinho:ContinuarContinuar lendo “Acontece…”
Acalento
Ao escrever, eu namoro, flerto, me apaixono. Por quem? Por elas, as palavras. Já perceberam como elas chegam? Afoitas, apressadas, querendo passar à frente umas das outras. Delas, sou fã, parceira e amiga. Pois venham, achem seus lugares, enfeitem, enfeiem, traduzam, confundam. Ahhh, as palavras… Com o seu poder, destroem impérios, apaziguam corações quebrados, animamContinuarContinuar lendo “Acalento”
Enxurrada
Enxurrada Maria Elza G. Gonçalves20.09.2025 A Enxurrada Quem morou em cidades do interior, em tempos idos, vai se lembrar da enxurrada. Do barulho, da intensidade, da cor, do tempo que durava. Hoje, talvez, poucas crianças tenham visto, ou até mesmo ouvido falar dela. Esse fenômeno da natureza não era o evento em si, mas aContinuarContinuar lendo “Enxurrada”
Modo Economia de Energia
Vamos falar de bateria social? Para mim, está cada vez mais difícil não prestar atenção, calibrar, recarregar ou mesmo optar se devo usar essa tal ferramenta. Todos os dias eu percebo o quanto ela está se tornando indispensável e necessária em nossas vidas. Em muitas situações parece existir um desgaste nas relações sociais, talvez peloContinuarContinuar lendo “Modo Economia de Energia”
Sonhos Juvenis
09/08/25 Eu queria amar! Quem manda ficar lendo livros românticos? Não devo culpar os escritores. Não eram heroínas épicas, grandiosas, orgulhosas, princesas. Nem moças descendentes de famílias tradicionais, preparadas para encontrar namorado entre os filhos dos frequentadores das altas rodas, da elite, ou filhos de amigos poderosos como os próprios pais, também. Casamentos entre iguais,ContinuarContinuar lendo “Sonhos Juvenis”
Estou Pobre de Heroínas.
Neste site, onde publicamos crônicas, poemas, contos e reflexões, existe uma aba chamada Autores. Lá está a nossa descrição: quem somos, o que nos qualifica como escritores, nossa formação. Enfim, um retrato resumido de cada um. Tenho filhos, netos, família e amigos. Estudo. Publiquei livros de contos e crônicas, além da minha autobiografia. Tenho três graduações,ContinuarContinuar lendo “Estou Pobre de Heroínas.”
A Troca
Na quietude da noite, em meio ao escuro do quarto, eles iniciam uma conversa.Uns indignados, outros seguros de si, e alguns, incrédulos.Como todos a conhecem, não poderia ser diferente.— Naturalmente, diz o preto, eu megaranto; vou com ela aos mais diversos lugares, do escritório às noitadas, restaurantes e bailes. Comigo ela fica tranquila, sabe queContinuarContinuar lendo “A Troca”
Calendário
E lá vamos nós para mais um daqueles dias “disso” ou “daquilo”, que não conhecíamos, mas que brotam do calendário com a maior certeza. É dia do beijo, dia do abraço, dia do irmão, dia nacional do homem (15 de julho). Há dias que eu aplaudo. Sem trocadilhos. Entendo que são mesmo necessários, que devemContinuarContinuar lendo “Calendário”
Realidade x Fantasia
Ilustração por ChatGPT A história de um homem que lê romances nos leva a indagar: quais são os limites entre a realidade e a ficção? Sim, porque deve haver esse limite! João tem trabalho, esposa, filhos, contas a pagar, mãe a visitar, futebol aos sábados e todas as minudências que se entrelaçam e constroem oContinuarContinuar lendo “Realidade x Fantasia”
Felícia e a Madrugada
Acordei… Felícia se achegou, ronronando. Olhei o visor do celular e apenas passei a mão nela, a minha gata, amiga e companheira. Ela acordou… Mas, na dúvida se eu também dou minha noite por terminada, não faz nenhuma menção de se levantar. Mas isso é o que ela quer. Assim que eu colocar o péContinuarContinuar lendo “Felícia e a Madrugada”
Existir ou Exibir-se?
Em tempos de redes sociais, todos sabem de tudo. Há os que entendem mais de determinados assuntos e se tornam mentores ou especialistas disso e daquilo; os que vendem cursos, os que criam clubes de assinaturas para seguidores fiéis, os novos ricos ensinando como ser um “farialimers”, os ricos tradicionais mostrando a arte de seContinuarContinuar lendo “Existir ou Exibir-se?”
Após a Tempestade
Um raio seguido do ribombar de um trovão iluminou o entardecer por vários segundos. As frestas das janelas batiam, o vento zunia, a água da chuva caía forte jorrando com grande estardalhaço nas calhas de contenção, sobre a marquise do prédio. Paula acordou com o barulho do temporal. Custou a situar-se no tempo e noContinuarContinuar lendo “Após a Tempestade”
É a vida!
É a vida! 🗓️ Publicado originalmente em 10/03/2023 D. Neuza conta a sua história e dá risada. A Beth acompanha com os olhos e de vez em quando esboça um sorriso. É evidente em sua face a admiração que tem pela irmã. As outras mulheres que estão nessa roda são de idades iguais ou próximas aContinuarContinuar lendo “É a vida!”
Aquela noite
18/04/2023 A noite estava chegando e trouxe consigo um ar estranho. Nada era como sempre foi. Não íamos sentar em nosso banco para o recreio diário. Todos dentro de casa, jantar cedo e ir deitar. Como se houvesse algo oculto. — Mas já? — Sim. E quietinhos, sem uma conversa. Vou levar a lamparina. NãoContinuarContinuar lendo “Aquela noite”
Tatiane
(Conto invertido: Antes do Baile Verde de Ligia Fagundes Telles)! Morro. Só pode ser ela aqui neste quarto. Sinto seu hálito gelado e, em vez de frio, meu corpo derrete-se em suor. Tenho febre. É uma sensação estranha, um tremor interno… A morte está aqui, à espreita, eu sinto. Tatiana já esteve aqui… olhou-me. ComoContinuarContinuar lendo “Tatiane”
Colcha de Retalhos
Tantos eram os seus papéis! Esposa, mãe, sogra, nora, professora, chefe de família, amiga e mentora de todos ali daquele pedaço de mundo. Um povoado onde o desenvolvimento não chegara, a lida nas lavouras eram rudimentares, não haviam escolas e nem médicos ou hospitais. Onde a vida resumia-se em existir e seguir pelo nascerContinuarContinuar lendo “Colcha de Retalhos”
Pedido Negado
Diana recusou o pedido de casamento. O seu “não” quase foi gritado, de tão firme. – Como ela teve coragem? – Lara fala baixinho. – Cara, ele saiu vermelho e com um jeito de quem estava prestes a chorar. – Não exagera, Paulo – diz Eduarda. – Será que ela marcou com ele aqui? NoContinuarContinuar lendo “Pedido Negado”
A Vó de Maria
Maria sabe que não é tempo de vacas gordas. Sabe por saber; ninguém precisa avisar. Basta olhar a manhã: o café é pouco, o copo é leve, o pão é quase um sussurro. Mas Maria descobriu uma palavra nova. Frugal. E achou tão bonita que a repete em silêncio, como quem guarda um tesouro dentroContinuarContinuar lendo “A Vó de Maria”
Capitu Moderninha
(Conto Invertido – Personagens de Dom Casmurro) Capitu bem cedo sabia o que queria. Ela almejava conhecer o amor, conhecer o mundo, viver intensamente. Ahhh, mas filha única como era não seria assim tão fácil esses seus quereres todos. Ela tinha mãe e pai conservadores. Que também tinham seus sonhos! Não que Capitu terminasse oContinuarContinuar lendo “Capitu Moderninha”
Meu Príncipe
(Conto baseado em uma cena do filme Uma Linda Mulher) Adriana, Lidia e Sonia são amigas inseparáveis. Desde a escola primária, vivem grudadas umas nas outras. – Adriana, pede pra sua mãe deixar você dormir sábado aqui em casa? — Mas e a Lídia? — Ela já confirmou. A avó dela deixou. — Tá bom,ContinuarContinuar lendo “Meu Príncipe”
A Casa do BBB
Sonho em entrar no BBB. E já me inscrevi, fui entrevistada, a emissora local me deu apoio, fiz o vídeo. Achei que seria chamada. Mas não fui. Ainda! O BBB existe há 21 anos. Estou ficando velha. Desde os 30 anos eu quero ir. Sei o quanto eu ia ser muito querida pelos colegas eContinuarContinuar lendo “A Casa do BBB”
Piscinas Vazias
Que tristeza me dá ver as piscinas vazias! Não, elas não são sem águas. São piscinas sem gente! Sem jovens, sem crianças, sem adultos.Sem risadas, sem nada e nem ninguém! Porque fico triste? Elas estão ali confiadas aos seus cuidadores e estes limpam, filtram, colocam os produtos , e lentamente vão retirando as folhas secasContinuarContinuar lendo “Piscinas Vazias”
Olha o Passarinho
As crianças na década de setenta tiveram um ou mais de um, com certeza! Pode ter sido colorido e grande. Pode ter sido retângulo pequeno em preto e branco. Não era barato. Nem era comum. Era uma oportunidade surgida lá de vez em quando. E quando era de carneiro? Um acontecimento! Vinha o retratista comContinuarContinuar lendo “Olha o Passarinho”
Traga o Mate
Linhas coloridas, brancas, carretéis com formato de cones. Tesouras que faziam roc, roc ao deslizar nos tecidos mais encorpados, obedecendo o trajeto comandado por aquelas mãos já calejadas. No chão, caixas para juntar as arestas e retalhos, que ao fim do dia seriam separados para uso futuro ou descartados, como as bandeirolas multicoloridas ao fimContinuarContinuar lendo “Traga o Mate”
Sonhos
As colinas faziam parte dos dois sonhos. Na verdade, não eram propriamente colinas. Havia longos trechos planos, algumas pedras ou rochas que formavam os aclives, e novamente a planície. O proprietário da primeira casa escolhera a parte plana ao fundo do terreno para construir o casarão. Sendo assim, havia uma alameda em suave relevo queContinuarContinuar lendo “Sonhos”
A Garota e Avó e as Estrelas
— Vovó, olha como o céu tem muitas estrelas hoje!— Oi?— O céu, vó! Tá cheinho de estrelas. Tô com medo!— Medo? Medo de quê, Anita?— Medo de você, ou a mamãe, ou o Pedrinho virar estrela e ir morar no céu.— Anita, de onde você tirou isso?— Ah, vó, eu sei que quando asContinuarContinuar lendo “A Garota e Avó e as Estrelas”
Um Viva aos Dezessete!
Vinham todos juntos. Moravam para o mesmo lado e estudavam na mesma escola. O grupo era composto de oito adolescentes. Cidade do interior é assim. Vizinhos são colegas, amigos são vizinhos. Mãe é comadre de outra mãe, pais trabalham na mesma companhia, a vida é coletiva. Mas o grupo não era homogêneo. Havia os sub-grupos,ContinuarContinuar lendo “Um Viva aos Dezessete!”
Nelson às Avessas
— Oi, vai desocupar? — A vaga? Sim, só um minutinho. Logo chega um garotinho e entra no carro de Diana. O carro do rapaz estava com o pisca alerta ligado, ele afasta-se um pouco para que ela possa sair. Ela dá um tchauzinho e arranca com o carro. Não sem antes olhar pelo retrovisorContinuarContinuar lendo “Nelson às Avessas”
A Loira Do Banheiro
— Alguma coisa deve ter acontecido com ela no banheiro. — Seria no banheiro de casa? Ou no da escola? Talvez no banheiro de uma estação de ônibus. E se era passageira e não olhou o número do próprio ônibus antes de entrar no banheiro? Na estação, ficam dez ônibus com motoristas impacientes apressandoContinuarContinuar lendo “A Loira Do Banheiro”
O Trajeto
Cansada, tarde da noite a moça atravessa a pé um triângulo de ruas, para finalmente chegar à avenida onde passam os coletivos. Ela sabe que não deveria fazer esse trajeto, mas só de pensar em aguardar quarenta minutos por outro coletivo para chegar ao mesmo ponto de ônibus, lhe dá o impulso necessário para, mesmoContinuarContinuar lendo “O Trajeto”
Medo
Luiz descia a rua assoviando. Mais uma quadra e meia chegaria em sua casa. O bairro era escuro, poucos postes de iluminação, o dia ainda no lusco-fusco do alvorecer. Ele era porteiro de um hospital e estava vindo de seu plantão noturno. Antes da esquina onde morava, Luiz passou em frente ao que fora umaContinuarContinuar lendo “Medo”
Domingo
Sol quente, areia queimando os pés, algazarra, sucos, cervejas, caranguejos sendo quebrados, socados com um martelinho de madeira, numa busca frenética pela carne branca e rija que seriam mergulhados em molho para serem comidos. Na mesa, mais ou menos umas oito pessoas falavam e riam. Era uma alegre e típica família que viera aproveitar um domingo na praia. “Queijo coalho” ouviam-seContinuarContinuar lendo “Domingo”
Paixonite
Seu Alberto era um homem bonito. De barba cerrada, bem feita, um cheiro bom de lavanda. Manco de uma perna, distraído ia e vinha do serviço a pé. Seu sapato adaptado lhe dava um caminhar seguro, apesar da diferença de tamanho entre suas pernas. Naquele bairro trabalhadores e alunos saiam cedo para o expedienteContinuarContinuar lendo “Paixonite”
O Estrangeiro
Um estranho. Para as pessoas distraídas, apressadas, pensativas, envolvidas em seus pensamentos ou problemas, em que mudar a marcha do carro vem a ser um ato automático, o rapaz parado ali naquele cruzamento praticamente não existia ou era apenas isso: a figura de um estranho. Nem sequer era olhado pelo retrovisor ao ficar para trás.ContinuarContinuar lendo “O Estrangeiro”
O Casarão
O trem, aos poucos, foi diminuindo a marcha; o barulho das rodas de ferro misturava-se ao chiado dos freios… Adélia acordou as crianças, um menino de cinco anos e a garotinha de dois anos. Paulo, seu marido, pegou as malas, sacolas, e a bicicleta do vagão de carga. Quando o trem parou as pessoas desceram,ContinuarContinuar lendo “O Casarão”
Reflexões V – Frases Motivacionais
AS FORMIGAS – Conto de Luiz Vilela
Conto que envolve crianças e seu mundo infantil.
Terceira Idade XIII – Martha Medeiros – Avós Modernas
Tempo… mudanças… amores!
Poemando…
Adorei esse poema de Luan Jessan.. “Por fora tenho tantos anos que vc nem acredita. Por dentro, doze ou menos, e me acho mais bonita. Por fora, óculos; algumas rugas, gordurinhas, prata nos tintos cabelos. Por dentro sou dourada, alma imaculada, corpo de modelo. Por fora, em aluviões, batem paixões contra o peito. Paixões porContinuarContinuar lendo “Poemando…”
Quantos anos tenho? – belíssimo texto de José Saramago
Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo. Tenho os anos em que os sonhos começam trocar carinhos com os dedos e as ilusões se transformam em esperança. Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama louca, ansiosa para se consumir no fogoContinuarContinuar lendo “Quantos anos tenho? – belíssimo texto de José Saramago”
