Parte IV – Crônicas
Academicante, existem diferentes tipos de crônicas. Entre as classificações mais conhecidas, podemos citar:
Crônica narrativa: relata uma história com começo, meio e fim. Crônica descritiva: constrói imagens, ambientes e sensações. Crônica reflexiva: parte do cotidiano para provocar pensamento. Crônica humorística: utiliza o riso, a ironia e o absurdo. Crônica lírica: mais subjetiva, próxima da poesia. Crônica de opinião: expressa um ponto de vista claro sobre um tema. Crônica social: observa comportamentos, costumes e relações.
Usam-se também outras expressões, como crônica do cotidiano e crônica biográfica, que são classificações menos rígidas, mas muito frequentes.
De modo geral, a crônica costuma trazer ironia, constatações mordazes e críticas sutis, pois transita entre o jornalismo e a literatura. Talvez seja justamente essa posição “entre” que lhe dê tanta força.
Outro ponto importante: praticamente todos os grandes autores já escreveram crônicas. Sendo assim, não procede classificá-las como uma literatura “menor”. Essa ideia não se sustenta.
A crônica, via de regra, é surpreendente. O leitor pode se deparar com uma situação já vivida ou com algo em que nunca tenha pensado, embora sempre tenha existido.
Exemplos marcantes são Insônia Infeliz e Feliz, de Clarice Lispector, e No Restaurante, de Carlos Drummond de Andrade, entre tantos outros.
Nos jornais e revistas, a página de crônicas sempre foi um grande atrativo. Machado de Assis, por exemplo, foi um grande cronista : existem mais de seiscentas crônicas de sua autoria.
E tantos outros.
Portanto, escrever crônicas é uma arte.
Escreva.
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