O Grande Passo

Inscrevi-me num curso preparatório para a aposentadoria. Fui mais por curiosidade. E surpreendi-me. Durante as aulas percebi o quanto não estava pronta para sair de cena. Parar de trabalhar. Tornar-me aposentada. Nunca havia pensado no que faria com meus dias livres. Descobri ali que minha identidade era muito mais profissional do que pessoal.

Aquilo me inquietou.

Escrevendo, penso. Pensando, reflito. Refletindo, assimilo. E, ao assimilar, começo a enxergar as benesses e as dificuldades que a aposentadoria traz.

Mas, para entender aquele momento, precisei voltar atrás. Em um tempo longínquo.

O IMPULSO PARA A MUDANÇA ou A BLUSA CACHARREL

Todos em casa trabalhavam. Meu pai, minhas irmãs, meus irmãos. Eu ficava. Cuidava das crianças e ajudava nas tarefas domésticas. A vida era escassa. Eu tinha 25 anos e via os dias passarem ocupada apenas com meus filhos.

Minhas irmãs saíam cedo, bem arrumadas. Uma trabalhava em escritório, outra em loja, outra era costureira numa maison e entendia de moda. Havia movimento na vida delas.

Na minha, não.

Roupa nova não existia para mim. Eu recebia as ja usadas das minhas irmãs e as reaproveitava.

Até que houve uma liquidação numa grande loja do centro. Pós-inverno, anos 70. As blusas cacharrel estavam no auge. Minha irmã voltou com uma sacola cheia. Oito, dez blusas, de todas as cores.

Nós a rodeamos. Ela foi distribuindo: uma para fulana, outra para sicrana. A verde saiu. A vermelha também. Eu esperava. Talvez fosse uma clara. Talvez a amarela…

Nada. Não ganhei nem uma.

Disfarcei. Fui ao banheiro. Um nó subiu à garganta. Senti o rosto esquentar e as as gotas de lágrimas desceram sobre meu rosto abatido e envergonhado, num pranto contido.

Levantei os olhos e deparei-me com o pequeno espelho pendurado na parede.

Ali algo aconteceu. Um furor, uma coragem, uma decisão:

“Eu não devo chorar.

Eu tenho pernas.

Eu tenho braços.

Eu tenho capacidade.

Eu posso trabalhar.

Eu posso comprar minhas próprias roupas.

Eu posso decidir por mim.”

Morreu a coitada e nasceu a intrépida e decidida mulher!

Não era sobre uma blusa. Era sobre dignidade.

Bendita blusa cacharrel. O impulso, a força interior, o catalisador da mudança que viria a seguir.

ALGO NOVO ESTAVA ACONTECENDO.

Mas não como um passe de mágica. Foi com vontade férrea e esforço. Muito trabalho e dificuldade, sem a menor chance de que eu voltaria atrás.

Em 1977 o governo federal decretara a divisão do Estado de Mato Grosso. Nasciam Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Falava-se em desenvolvimento, reorganização, progresso.

E foi essa expectativa que me trouxe de volta à casa dos meus pais. Era o ano de 1978 quando eu mudei para Campo Grande, jovem dona de casa, quatro filhos pequenos, nascida em Bela Vista, criada em Jardim. A cidade respirava expectativa. Seria a capital do novo Estado.

E eu também respirava mudança.

Foi nesse contexto que comecei a me preparar. Inscrevi-me em cursos profissionalizantes do SENAC. Dez quadras a pé da casa dos meus pais até a Rua Pedro Celestino. Dez quadras que me levaram muito além do endereço.

Vergonha por não saber usar um grampeador. Orgulho ao ver meu nome entre os primeiros das listas. O mundo das fraldas e panelas dava lugar ao mundo da ordem alfabética, arquivos e datilografia.

Eu estava atravessando uma fronteira invisível.

MEU SONHO ERA TRABALHAR

As oportunidades começaram a surgir. E como eu já tinha decidido tomar as rédeas da minha vida fiquei atenta a notícias sobre empregos e contratações

Quando anunciaram uma Seleção Simplificada de Pessoal para compor o quadro do novo governo, corri e me inscrevi.

Eu tinha apenas o primeiro grau completo. Mas era boa em contas, percentagem, razão, proporção. Português também não me intimidava. Por isso nem de longe imaginei o que vinha pela frente.

A seleção era da Secretaria de Segurança Pública. As vagas eram para a antiga CIRETRAN que, com a divisão do estado, passava a se chamar DETRAN. Naquele tempo ainda era um departamento da Secretaria; mais tarde se tornaria autarquia, com personalidade jurídica própria. Na ocasião, para mim, tudo isso era apenas um nome novo e uma porta que eu precisava atravessar.

Chegou o dia do “concurso”. Lápis preto bem apontado, borracha macia, caneta azul e uma vontade enorme de ser aprovada. Eu não tinha plano B.

E aí entra um detalhe que hoje me faz sorrir.

Havia, perto da antiga rodoviária, uma lápide onde as pessoas iam rezar, acender velas, pedir graças. Diziam que era de uma menina assassinada ali, que se tornara uma santinha protetora dos estudantes. Não pensei duas vezes. Desci até lá e rezei com fervor. Pedi ajuda para acertar as questões.

Eu me garantia em português e matemática. Mas, quando li as perguntas específicas, senti o chão sair um pouco debaixo dos pés. Via preferencial, velocidade permitida, infrações de trânsito. Eu sequer sonhava em tirar carteira de habilitação. Aquilo era um universo completamente novo.

Saí da prova com a sensação de que tinha feito o que podia. E só posso dizer que, naquele dia, Santa Carminha cumpriu sua parte.

Passei.

Meu sonho se tornou realidade.

Até então eu era a Elcita, a menina de uma família grande, uma entre doze irmãos. Depois do casamento, passei a ser a Elza do César. Era assim que me chamavam, e eu aceitava, porque era o costume.

Mas, ao ser aprovada, ao assinar minha Carteira de Trabalho, ao ter meu nome em uma lista oficial, algo mudou por dentro.

Eu passei a existir.

Não como filha. Não como esposa. Não como mãe.

Eu. Com nome próprio. Documento próprio. História começando a ser escrita por minhas próprias mãos.

O PRIMEIRO DIA DE UMA NOVA VIDA

Era março de 1979. O Correio do Estado, ou talvez o Diário da Serra, estampava a manchete sobre o primeiro concurso público do novo Estado. E lá estava meu nome. Décima nona colocada.

Nunca mais esqueci esse número.

A divisão do Estado certamente tem seus registros oficiais, suas análises políticas e econômicas. Para muitos, aquele momento tem outros significados. Para mim, está misturado com minha história pessoal. Quando penso na criação de Mato Grosso do Sul, sinto um gosto doce de vitória. É impossível separar as duas coisas.

Fomos chamados antes mesmo de o órgão abrir as portas ao público. O prédio ficava na esquina da Avenida Tamandaré com a Rua Dom Pedro II. Um enorme salão ainda em obras. Divisórias sendo instaladas, parte elétrica exposta, vidros por colocar, guichês sendo montados. Tudo improvisado e ao mesmo tempo solene.

Precisávamos deixar tudo pronto para o funcionamento do novo Departamento.

E quando digo tudo, é tudo mesmo.

Os prontuários dos condutores de veículos vinham de Cuiabá em caixas intermináveis de papelão. Cada uma etiquetada com o nome do município que passava a pertencer a Mato Grosso do Sul. Aqueles documentos precisavam ser organizados, separados, arquivados corretamente nos móveis que ainda estavam sendo montados.

Não havia mesas. Não havia cadeiras.

Um colega, mais criativo que nós, percorreu o prédio e voltou com a solução: duas pilhas de tijolos e uma tábua. Que virou mesa e banco ao mesmo tempo. Nós nos acomodávamos como dava, quase montados sobre a tábua, uma caixa à frente, outra no chão, separando documentos em ordem alfabética e por município.

Foram dias assim.

No fim da jornada, as costas doíam como se tivéssemos carregado o próprio prédio nas costas. Mas ninguém reclamava de verdade. Havia cansaço, sim. Havia poeira. Havia improviso. Mas havia também um entusiasmo que eu nunca tinha sentido antes.

Nós estávamos construindo algo.

E, no meio da monotonia dos nomes e números, surgiam pequenas surpresas.

— Olha, é o prontuário do Glauber Rocha!

— Será que este é do ator da Rede Globo, o Rubens Corrêa?

— Quem achar o do Nei Matogrosso avisa!

Ríamos. Perguntávamos se o nome artístico era aquele mesmo. Por alguns segundos, aquele trabalho repetitivo ganhava leveza.

Ali, entre caixas de papelão, tijolos e tábuas, comecei minha vida como servidora pública do Estado de Mato Grosso do Sul. Recebi meu primeiro registro em uma Carteira de Trabalho novinha, assinada pela Secretaria de Segurança Pública.

Pode parecer exagero, mas não é.

Eu não estava apenas organizando prontuários. Eu estava organizando a mim mesma. Construindo, junto com aquele estado recém-nascido, uma versão nova de quem eu era.

Trabalhei oficialmente de 16 de abril de 1979 a junho de 1982. Três anos que, vistos de fora, podem parecer apenas um começo. Para mim, foram fundação.

Aprendi muito sobre legislação de trânsito, é verdade. Mas aprendi mais ainda sobre gente. Sobre o funcionamento do poder público, as nomeações políticas, as trocas de chefia que aconteciam quase como mudança de vento. Aprendi que o serviço público tem seus bastidores, suas hierarquias silenciosas e seus jogos nem sempre tão silenciosos assim.

E aprendi, sobretudo, sobre mim.

Comecei a entender que precisava continuar estudando. Que aquele primeiro emprego não seria ponto final. Ampliei minha visão. Passei a desejar outros horizontes. Muitos colegas com quem eu havia começado já tinham saído para novos trabalhos. Alguns arriscaram mais cedo. Eu observava.

Em outubro de 1981 entendi que eu nao tinha estabilidade. O governo deixou isso bem claro através de lei.

Nós, funcionários celetistas passamos a integrar o chamado quadro provisório do Estado. O nome já dizia tudo. Provisório.

Aquilo trouxe um desconforto difícil de explicar. Até então, eu comemorava cada avanço. Mas ali percebi, de forma mais concreta, que não havia segurança. Que o chão podia se mover de novo. E eu sabia o que isso podia representar.

Talvez tenha sido essa inquietação que me preparou para o que viria.

Porque meus novos horizontes chegaram de forma inesperada, em junho de 1982. Não foi um plano elaborado. Não foi uma estratégia de longo prazo.

Foi a vida, outra vez, me chamando.

E ali começava o meu segundo tempo de serviço.

TRABALHO– Parte 2

Recomecei os estudos em 1980, no Colégio MACE. Lá eram oferecidos cursos técnicos profissionalizantes que, ao final, garantiam o segundo grau e o passaporte para a faculdade. Meu dia passou a ser de 12 a 14 horas. Trabalhar, correr para tomar coletivos. frequentar o curso noturno. Cansei? Sim, mas eu já tinha entendido que precisava ir além.

Em janeiro de 1982 iniciei o curso superior de Administração na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Entrei feliz, mas com uma pontinha de resignação. Também havia passado em Direito, na FUCMT. Não pude ir. Não tinha como pagar. Engoli a frustração e segui.

Nunca fui, e não sou, fanática por política partidária. Mas era impossível não perceber que os primeiros anos do novo Estado foram marcados por reacomodações de forças. Mudavam chefias, mudavam diretrizes, mudava o clima. Havia uma espécie de queda de braço silenciosa que refletia no dia a dia do trabalho.

Em meados de 1982 houve mais uma dessas trocas. Resolvi sair de férias. Talvez desgostosa com algo ou alguém. Graças à minha excelente memória seletiva, hoje não me lembro exatamente do motivo. E ainda bem.

Enquanto isso, os órgãos públicos se instalavam na nova capital. Concursos eram realizados: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça. Até um antigo concurso do DASP, órgão do serviço público federal, começou a convocar classificados para atuar nas delegacias federais que se fixavam em Campo Grande. Eu estava em algumas dessas listas.

O chamado do DASP não me interessou. Pedi para ir para o fim da lista. No concurso do Tribunal de Justiça minha classificação não foi suficiente para nomeação imediata. Despedi-me de oito ou nove colegas do DETRAN que ficaram melhor pontuados e foram trabalhar no Judiciário. No Banco do Brasil, não passei. Vi outros colegas partirem, cheios de planos.

E assim foi. Despedidas, abraços, esperanças renovadas. Eu ficava.

O prazo do concurso do TJ/MS venceu. Como ainda havia necessidade de servidores, a Diretoria teve uma ideia: recorrer à lista dos aprovados não nomeados. A lista circulou internamente para que os próprios servidores indicassem nomes de confiança.

E então veio o momento quase teatral.

Meu nome recebeu oito ou nove indicações.

Fui localizada e marquei entrevista com a Diretora-Geral do Tribunal. Ela explicou, com toda franqueza, que a contratação seria pela Lei 274, sem estabilidade, pois o concurso já não tinha validade e outro estava em andamento. Era um vínculo provisório.

Não hesitei.

O salário era quase o triplo do que eu ganhava. Mais do que isso, era uma oportunidade de crescimento. Agarrei-a com unhas e dentes.

Comecei a trabalhar no Tribunal de Justiça de MS em junho de 1982 no vinculo sem estabilidade. Permaneci até dezembro de 1985. Aprovada em dois concursos! Apenas dois meses havia transcorrido e passei em meu primeiro concurso público como Auxiliar Judiciário. Continuei a estudar e desta vez a minha vaga efetiva se deu no concurso de Técnico Judiciário. Estudar e estudar era o meu lema, a minha meta, a minha paixão.

Foi um período de aprendizado intenso. Organização rigorosa, hierarquia clara, pontualidade que não admitia desculpas. Ali amadureci profissionalmente de forma definitiva.

E, no entanto, quando chegou a hora de sair para iniciar meu terceiro tempo de serviço, não foi uma decisão leve. Houve dúvida. Houve medo. Mas houve também aquela velha sensação que me acompanhava desde as dez quadras da Pedro Celestino: era hora de avançar.

Esse terceiro tempo é o que me trouxe até aqui. Ao lugar onde agora me preparo para a aposentadoria.

E veja como a vida gosta de ironias. Tudo começou com medo de parar. Hoje reflito sobre como encerrar um ciclo.

TrabalhoParte 3

O Estado ainda se estruturava. Concursos surgiam para as mais diversas áreas. Em 1985 foi a vez da Secretaria de Estado de Fazenda, área de Fiscalização.

Prestei o concurso. Muito concorrido. Candidatos do Brasil todo. Passei. Tomei posse em 4 de dezembro de 1985.

Por causa da minha formação em Administração e da experiência na área financeira e contábil no Tribunal de Justiça, fui lotada na Contabilidade Geral do Estado. Ali permaneci de 4 de dezembro de 1985 até 20 de abril de 2011, data da minha aposentadoria. Completei meu tempo de serviço aos cinquenta e oito anos.

O que posso dizer desse tempo?

Foi minha vida. Meu ar. Minha escola.

Trinta e cinco anos acordando cedo, indo para o mesmo lugar, enfrentando balanços, relatórios, números que para muitos são frios, mas que para mim contavam a história de um Estado em crescimento. Aprendi disciplina, responsabilidade e a dimensão real do que significa gerir recursos públicos.

Quando me aposentei, imaginei que seria simples, acordar e não sair correndo, tomar café tranquila e ficar de pernas para o ar. Não foi.

TRABALHO – Parte 4

Depois de oito meses em casa, já aposentada, eu percebi que precisava entender o que estava acontecendo dentro de mim. Meu nome, minha referência, o lugar onde eu chegava todos os dias durante décadas deixaram de existir. De repente, eu não era mais “a Maria Elza da Contabilidade Geral do Estado”.

Era só Maria Elza. Cujos filhos já nao a necessitavam, que nao tinha intimidade com vizinhos, que sequer sabia “jogar conversa fora”.

Ficar em casa durante a semana trouxe descobertas curiosas. Inclusive domésticas. Enquanto eu trabalhava fora, minha empregada era, na prática, a dona daquele espaço. Ela organizava, decidia, conduzia a rotina da casa. De repente, éramos duas. Duas mulheres ocupando o mesmo território em horários que antes não coincidiam.

Uma experiência reveladora.

Mas o mais importante foi perceber que uma nova pessoa começava a existir. Nova para mim mesma.

E a vida, mais uma vez, me ofereceu continuidade. Após oito meses da minha aposentadoria, voltei a trabalhar, na mesma área, agora no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul. Não por obrigação. Por escolha.

Hoje sei que estou preparada para parar quando quiser. Sei que guardo boas lembranças da minha rotina, que fiz amigos que levarei para sempre. Sei que o trabalho foi parte essencial da minha identidade, mas não é toda ela.

Sou Maria Elza.

A pessoa.

Não apenas os cargos que ocupei.

O ESPELHO, OUTRA VEZ ME FEZ RENASCER

Quando fiz o curso preparatório para a aposentadoria, percebi que precisava revisitar minha história. Não para reviver cargos ou datas, mas para entender quem eu era sem eles.

Aquela jovem que chorou diante do espelho por causa de uma blusa não queria apenas uma peça de roupa. Queria autonomia.

A mulher que organizava prontuários sobre tijolos queria pertencimento.

A servidora que assinava balanços queria responsabilidade.

A profissional que acordou um dia sem crachá queria identidade.

Hoje, quando penso em parar definitivamente, não sinto o mesmo nó na garganta daquele banheiro dos anos 70. Sinto serenidade.

Porque agora sei que trabalho nunca foi apenas salário. Foi construção.

E sei também que, se um dia eu me olhar novamente no espelho e perceber que é hora de mudar, terei a mesma resposta:

Eu tenho pernas.

Eu tenho braços.

Eu tenho capacidade.

E continuo sendo eu.

Se não sou mais o cargo, o que sou?

Foi então que voltei ao gesto antigo de pensar escrevendo.

Comecei a registrar memórias. Depois vieram as crônicas. Contos com mulheres que carregam força e fragilidade ao mesmo tempo. Reflexões sobre envelhecer com lucidez. Histórias da pandemia. Uma autobiografia. Quatro livros nasceram assim, não como tratados, mas como testemunhos.

Criei um site. Passei a publicar meus textos. Republico artigos sobre a terceira idade. Dialogo com leitores que talvez também estejam atravessando seus próprios espelhos.

Hoje compreendo algo que antes eu não sabia nomear.

O trabalho construiu minha disciplina.

Mas a escrita construiu minha permanência.

A aposentadoria não foi um fim. Foi deslocamento.

Já não sou apenas a Maria Elza da Contabilidade.

Também não sou apenas a jovem que quis comprar sua própria blusa.

Sou a mulher que escreve a sua história.

E, se amanhã vier outra mudança, sei que terei novamente a mesma resposta silenciosa:

Eu tenho capacidade.

E continuo em movimento.

Os passos ainda me conduzem aos meus sonhos.

Maria Elza.🌷

Publicado por mariaelzaescreve

Me autodenominei Divina, Perfeita e Maravilhosa. Não é por vaidade e sim porque acredito que foi assim que Deus nos criou: à sua imagem e semelhança. Mesmo que humanamente isso pareça impossível, ao expressar minha crença me sinto bem. Busco o melhor sempre. Tenho fases, sou de Libra e isso ajuda a explicar minhas qualidades e meus defeitos. Amo a vida, minha família, meus amigos. Sou Formada em Administração e Direito e estudiosa da escrita criativa. Sempre gostei de ler! Amo ler tanto os romances, como os contos, crônicas, documentários, biografias… Mas minha maior bagagem é de vida, pois ela é a matéria prima para o que escrevo. A vida, as pessoas e suas histórias me encantam. E esse encantamento se transforma em letras. Amo muito, preocupo-me muito, erro muito, e procuro muito acertar! Vou dividir com vcs um pouco da minha experiência de vida, neste espaço que considero meu "travesseiro virtual" e o convido a compartilhá-lo comigo. Venha?! Criei este blog em agosto de 2010 na plataforma blogspot. Posteriormente o trouxe para o WordPress . Desde 2024 estou escrevendo crônicas e vou disponibiliza-las aqui. No site https://.www.cronicascariocas.com.br procure por Maria Elza no Menu Autores, para ler meus contos e crônicas. Ah, deixe seu comentário, pois quero saber a sua opinião!

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