Que atire a primeira pedra quem não passou por isso!
Todos nós conhecemos alguém que adora quando perguntam: e aí, tudo bem?
Pronto, lá vem a amiga ou amigo traída(o) contar detalhes: como passou a desconfiar, quais sinais ela não percebeu, o quanto acreditou no traste, como foi a certeza, a decisão, o que sofreu, a separação, o pós, o agora. Dependendo do ambiente, terá lágrimas, e você perdeu a sua ida despretensiosa à cafeteria, ou ao salão, ou a tarde que pretendia ser apenas um encontro bacana.
Você acabou de passar por uma das experiências muito comuns em determinadas pessoas: o prazer em contar as mazelas porque passaram ou estão passando!
Ah, tem também a que adora contar as minúcias da receita fantástica do bolo, que você nunca pretendeu fazer!
E pode ser pior! Sem combinar encontro, nada, eis que você acabou de ver a sua amiga ou colega hipocondríaca e pensa: Ah não, justo hoje, que tirei o dia para espairecer!
Dessa não há expectativa. É certeza que a pessoa está à beira da morte!
Sao tantos males, indisposições, exames de laboratório, nomes de médicos e remédios, que é como se você estivesse com um prontuário em mãos!
E nem queira sugerir ou aconselhar nada: terapia, outro médico, mudança de perspectiva, positividade então, nem pensar! Pois se é a doença verdadeira ou cultivada que a coloca em foco!
Fique ali, presente, gentil, apenas ouvindo, pois naquele momento, o palco não é seu.
Mas uma coisa é certa: Vocês acabaram de ganhar o selo de serem: “um ouvido novo para uma história velha!”
Agora é a sua vez: vai contar essa saga pra quem? Rsrs…
Maria Elza
