As redes sociais dominaram, não há como negar. Se aconteceu, está na rede. Se não estiver, deve ser irrelevante, e nem interessará a ninguém.
Em tempos não tão longínquos, eram as redes de televisão e, antes ainda, os jornais e revistas.
Os expoentes da comunicação tornavam-se celebridades, a quem conhecíamos pelos nomes.
Redatores, colunistas, apresentadores e repórteres passavam a ser nossos “amigos”.
Ah, e o que dizer dos publicitários?
Esses eram mais do que celebridades, praticamente encarnavam o sucesso! Eram os responsáveis, tanto pelo nível de audiência das redes de comunicação, quanto pela aprovação dos mandatários da nação.
E estas eram expressas nas famosas pesquisas de opinião dos grandes institutos, cujos resultados fariam o “cliente” cair em desgraça, ou ganhar ascensão!
Eles se tornavam os gurus, seus nomes e credibilidades eram amplamente reconhecidos, pois cuidavam da imagem que chegaria ao povo.
Os tempos mudaram. E como!
Hoje, nossa vida precisa ser vista, comentada, invejada, copiada, seguida.
E, quanto mais seguidores tivermos, mais e mais conteúdo devemos produzir.
Falando nisso, adivinhem onde vi a notícia de que foi sancionada a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil e o aumento da taxação para altas rendas?
Por surpreendente que pareça: em um Reels da rede social do governo federal!
Ah, jovens, vejam o quanto vocês mudam o que quiserem! “Reels, storys, flopar” e expressões do tipo, já fazem parte da linguagem institucional!
Estamos na era do: “Me exibo, logo existo!”
Ah, mas o correto não é: “Penso, logo existo”?
Tudo depende de qual influencer você segue.
E viva o poder!
Não, não estou me referindo ao poder constituído.
Mas ao poder das redes sociais.
Maria Elza🌷
