“A comparação envolve confrontar a sua vida, ou um aspecto dela, com a de outra pessoa, procurando pontos de semelhança ou diferença. “
Fui ao Aurelio buscar o sentido correto do que é comparar. Que bom eu ter tido essa preocupação!
Fiquei muito feliz com o que eu descobri: não me comparo, não devo me comparar e se eu o fizer, jamais vai ser no sentido literal da palavra!
O que me levou a essa reflexão? Foi um passeio despretensioso que fiz: Fui novamente à Casa do Rio Vermelho. E lá, mais uma vez eu me impregnei, me apaixonei e me senti tão íntima do grande escritor, dono da casa: Jorge Amado.
Ali, andando pela casa, vendo o seu ambiente, seu quarto, sua sala, sua cozinha, suas cartas, seus objetos pessoais, eu novamente o admirei, como se eu fosse uma garotinha, a quem abrissem o quarto de uma moça. Adulta, linda,dona de si e do mundo.
Sentada nos degraus da sala de leitura, ouvindo trechos dos romances que me encantaram em diversas fases de vida da mulher que sou, eu percebo o caminho real de formação e desenvolvimento pessoal que adquiri através dos livros. O gosto pelo ler me levou a escrever. E se por um instante eu quase caí na tentação de me sentir pequena diante de tão vasta riqueza que existia ali, nas dezenas de livros escritos por ele, foi só um minuto de falsa modéstia.
Os grandes autores, como Jorge Amado e tantos outros foram os responsáveis em alimentar a minha alma, com tudo de maravilhoso que aprendi, e que hoje me faz sentir emoção ao adentrar em um museu literário. Isso não tem preço!
Agora, que a vida anda mansinha pelo meu corpo cansado, que os olhos precisam de mais luz e grau para enxergar, e que a pressa foi deixada lá atrás, eu posso sentar e ouvir com calma e com a alma, as histórias que fizeram e sempre farão parte de mim.
Maria Elza
