Reflexões VI – Não me aborreçam!

1 – Nossa Idade

Nossa idade está na moda. Todos falam muito dela. A tal Terceira Idade. Vocês que são meus amigos sabem como eu sou, não é? Ora uma doçura de pessoa, ora mordaz e rápida em minhas respostas. Mas estou sempre e cada vez mais exercitando sentimentos nobres, paciência benfazeja e tolerância sincera. Faço isso por opção e juízo. Sim, juízo ao evitar desgaste ou fadiga, juízo de achar melhor concordar que discutir. Prefiro ser feliz a ter razão.

E em minhas leituras encontro muitas vezes a confirmação das minhas opções. Assim do nada acho um autor que tem o mesmo pensamento que eu. As vezes ditas de formas rebuscadas, outras de formas simples, mas com a mesma essência. Li que há quase uma unanimidade em achar que na terceira idade teremos sabedoria. E que isso não tem como ser verdadeiro. De onde que sem nenhum esforço próprio, apenas pelo efeito de um ano após o outro, alguém poderia adquirir sabedoria?

Sabedoria provém de maturidade, que por sua vez está relacionado com o que faz sentido na vida da pessoa, da aceitação e de como vê suas conquistas, enfim das consequências e escolhas que fazem com que a pessoa sinta que vale a pena viver! A vida não é e nunca foi um mar de rosas, cabe a cada um de nós colocar as flores em nosso caminho, e aí poderemos dizer que a velhice nos trouxe sabedoria.

Maria Elza

2- Cuidados

Um carinho faz bem. Um cuidado também! E quando o carinho e o cuidado são escolhas conscientes e se aplicam a você mesmo, a sua pessoa? Nesses casos eu acho um grande exemplo de amor-próprio, além de uma necessidade mesmo de sermos responsáveis por nosso bem estar, até quando isso for possível.

Não é por estarmos na terceira idade que delegaremos a outros os cuidados do dia a dia. Vou dar um exemplo: a partir de uma certa idade devemos ter cuidados alimentícios, pois surgem diabetes, pressão alta, e as pequenas mazelas com as quais temos que conviver.

Sendo assim, enquanto estivermos donos da nossa capacidade neurológica, com boa memória, com a nossa mobilidade corporal trabalhada em pequenas caminhadas e prática de exercícios físicos apropriados , nao delegue a ninguém seu auto cuidado.

Trate-se com cuidado e com carinho.

Você merece isso e vai ver como é estimulante cuidar do seu corpo, dos seus remedinhos diários, do quanto de açúcar vai por no seu café, de evitar o alimento que não lhe faz tão bem. Eu desenvolvi essa prática, a partir de um elogio que recebi de minha mãe ao cuida-la, mas já nos seus 93 anos.

Eu me cuido e crio ambiente favorável também aos meus cuidados. Vou mostrar aqui meus cestinhos de remédios, o cesto menor são dos remedinhos diários, o cesto maior é “a despensa”. Fica à vista para que ao repor o cesto diário, eu tenha visão de que dia tenho que ir à farmácia. Meu copo de água lindo e maravilhoso com uma frase do meu livro, que ganhei de aniversário, meus controles, meu cabo de celular, minha lâmpada para caso eu precise à noite, e demais objetos que fazem parte do meu bem dormir. Podem acreditar, isso não é mania de velhice. Isso é auto-cuidado, é independência, é bem viver.

Cuide-se, ame-se, mime-se. Você merece!

Maria Elza

3- Percepcões

Entendo as transformações físicas como se fossem intervalos. Como teria sido bom se eu tivesse essa visão no período em que eu chamo hoje de intervalo maior. Dos 20 aos 50/60 anos.

No primeiro período o menino quer ser homem logo, a menina quer ser moça e nesse período o tempo “voa”; meses fazem diferença, as crianças crescem como abobrinhas nos quintais, na calada da noite!

Ontem, ao olhar era flor da abóbora, dois ou três dias após, já se tornou o legume com sua casca brilhante, e basta você se distrair por poucos dias, pronto: lá está a abóbora madura!

Assim eu vejo o corpo e a vida. Acelerada em seus extremos, transformações e mudanças rápidas que ocorrem num piscar de olhos. Infância e velhice são como as abobrinhas nos quintais, sem que você perceba, as mudanças físicas ocorreram e sua menina virou moça ou sua mãe envelheceu!

E você? Está lá, no intervalo maior, na inocência, vivendo seu dia a dia esquecida do intervalo menor deixado para trás e achando que o próximo está tão remoto que nem cogita sobre ele.

Pois então, assim eu me olho e sinto. Chegada no último intervalo, sem que houvesse percebido. Agora é ver o sabor ou utilidade que há numa abóbora madura! 🤔

Maria Elza

4 – Mime-se!

Pijamas bons, meias quentinhas e que não apertem, edredons e lençóis de algodão de “trocentos” fios, controles remotos funcionando bem, silêncio…Aos poucos, nossos conceitos de “gostoso” vão sendo substituídos…Melhor idade? Bom, se a outra alternativa é não ter idade nenhuma, então que vivamos essa fase da forma mais “gostosa” possível!

Maria Elza

Publicado por mariaelzaescreve

Me autodenominei Divina, Perfeita e Maravilhosa. Não é por vaidade e sim porque acredito que foi assim que Deus nos criou: à sua imagem e semelhança. Mesmo que humanamente isso pareça impossível, ao expressar minha crença me sinto bem. Busco o melhor sempre. Tenho fases, sou de Libra e isso ajuda a explicar minhas qualidades e meus defeitos. Amo a vida, minha família, meus amigos. Sou Formada em Administração e Direito e estudiosa da escrita criativa. Sempre gostei de ler! Amo ler tanto os romances, como os contos, crônicas, documentários, biografias… Mas minha maior bagagem é de vida, pois ela é a matéria prima para o que escrevo. A vida, as pessoas e suas histórias me encantam. E esse encantamento se transforma em letras. Amo muito, preocupo-me muito, erro muito, e procuro muito acertar! Vou dividir com vcs um pouco da minha experiência de vida, neste espaço que considero meu "travesseiro virtual" e o convido a compartilhá-lo comigo. Venha?! Criei este blog em agosto de 2010 na plataforma blogspot. Posteriormente o trouxe para o WordPress . Desde 2024 estou escrevendo crônicas e vou disponibiliza-las aqui. No site https://.www.cronicascariocas.com.br procure por Maria Elza no Menu Autores, para ler meus contos e crônicas. Ah, deixe seu comentário, pois quero saber a sua opinião!

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