
1- Mudanças
Nós, idosos, não gostamos de mudanças. Isso é fato! No entanto, não podemos nos apegar a rótulos e empunhar letreiros com tanta ênfase, pois então estaríamos dando continuidade à fama de teimosos, ranzinzas e implicantes com que comumente nos classificam. Calma…esta “nova geração” que está envelhecendo é outra, é diferente e vem se mostrando, de certa forma até bem revolucionária.
Muito já se falou sobre isso: somos os idosos jovens, os sessentinhas bem resolvidos, ativos, que malham, viajam, namoram, começam novas atividades, moram muito bem sozinhos, entre outras tantas diferenças que se percebe na atual terceira idade.
O Ano Novo se aproxima e se você quiser, precisar ou resolver, mude! Mude de casa, ou só mude a decoração, os móveis, o trajeto, o horário! Mude e veja o antigo, sob uma nova ótica! Faça isso e prepare-se para ver o melhor, sem medo, confiando que este ano seja realmente novo! Feliz 2018!
3- Mudei!
Estou de casa nova. Não é uma novidade…já que diferente do meu eu interior, o meu eu externo é adaptável à mudanças. Já falei sobre isso num post anterior, quando deixei uma casa sonhada e construída por mim e para mim.
Então o que há de novo agora?
Ahhh, sempre me deparo com algo a ser assimilado, ou algo que me desperta divagações, perguntas que me surpreendem, constatações, e neste caso, decisões. Fiz um limpa em minhas coisas, tralhas, tranqueiras. Exerci o desapego, me fiz perguntas, para quê, porquê, e quando a resposta não era rápida e certeira fui me desfazendo de anos de consumismo inconsciente… Eu que sempre me considerei blindada a ostentações e futilidades , me deparei com objetos que me desmentiam , modismos sem sentido e acumulações desnecessárias. Um exemplo: qual o sentido de guardar rolhas de vinhos? No meu caso, puro modismo, nem sou chegada a vinhos! A quem é eu pergunto: você realmente precisa guardar as rolhas do vinho ? Ah, mas o dr.Google diz que podemos anotar a data, as pessoas com quem o tomamos, o lugar da degustação e os guardaremos num recipiente transparente e na sala! Sinceramente, hoje, após os dias de mudanças e com os pensamentos e a casa em ordem, não vejo o menor sentido nisso! O que eu vivi ou senti não precisa de objetos para que eu os recorde…muito menos da ostentação deles! Assim como muitas outras coisas…toalhas de mesas manchadas, monte de tapetes pequenos ( pra quê, se descemos do carro e já entramos em casa? ) e mais um monte de coisas e bobeiras que acumulei sem perceber…
Então é isso…casa nova, descobertas, desapegos… estamos sempre em construção, ainda bem, não é? rsrs
Maria Elza🌷
