
Costumamos dizer que continuamos com a mesma garra, a mesma força, a mesma independência, os mesmos “superpoderes” embora já atingida determinada idade.
Mas penso que no fundo, talvez seja uma escolha. Optamos e decidimos, de forma racional a manter uma aparência de força. E seguimos.
No entanto creio que ficamos sim, emocionalmente fragilizados. Mesmo que estejamos bem de saúde, com autonomia e bem fisicamente.
É como se fôssemos esvaziando o estoque de nossa força emocional.
Passamos a querer andar sempre em dupla, reparem que os casais idosos só fazem atividades juntos? Ou mãe e filha, ou duas irmãs, ou dois amigos.
Essa constatação se deu por observar pessoas e a mim mesma. É verdade que há também os que preferem a solidão. Gostam de ser sós. De estar consigo apenas. Desses se diz que cultivam a solitude. Ficam sós por escolha e sentem-se preenchidos de si mesmos.
A solitude demonstra força, garra, independência. Ou apenas mostra que há pessoas mais velhas que se tornam ermitãs, anti-sociais, arredias, avessas a reuniões, festas, etc…Eu me divido entre os dois tipos de idosos.
Creio que há idosos que também são emocionalmente frágeis, mas fazem a opção de não o demonstrar e em razão disso se afastam da vida social. Recusam situações onde se espera a afabilidade, a troca, o interesse pelo interlocutor, como festas, reuniões, encontros.
Reflexões, apenas reflexões. Talvez papo para um psicólogo, como diz minha amiga Wanilda, quem sabe?
Maria Elza🌷
